Isagogicorum chronologiae canonum · Joseph Scaliger (1606)
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Portugues

disse, com razão chamaram *ἄρχοντας διὰ βίου* (governantes vitalícios). Filo preferiu *βιβλίον κριμάτων* (livro dos juízos) a *κριτῶν* (dos juízes), assim como alguns preferiram *βίβλον τῶν βασιλιδῶν* (livro das rainhas) a *τῶν βασιλέων* (dos reis).

*Merbal convocado da Babilônia*.] É verdade que veio da Babilônia para a dinastia dos tírios, não porém convocado pelos cidadãos, mas imposto àqueles tírios como rei por Nabucodonosor — sendo subjugados por Nabucodonosor seus irmãos Mitgono e Gerasto, que se haviam revoltado contra os babilônios. Embora Ezequiel se dirija apenas a um, nos capítulos xxvi, xxvii e xxviii, predizendo estas coisas doze anos antes do evento. Pois no ano 4136 da *Periodus Iuliana* [Período Juliano, ciclo de 7980 anos estabelecido por Scaliger], que era o trigésimo primeiro a partir da expedição de Nabucodonosor e o último de sua vida, Merbal, convocado da Babilônia por Nabucodonosor, foi dado aos tírios como rei, ou juiz, isto é, *Suffet*.

*TEMPOS DOS HEBREUS*.] Sobre a *epocha* [ponto inicial de uma era] de Adão e a criação das coisas, não é necessário repetir o que tratamos abundantemente no Capítulo Sobre as *Epochae* e em outros lugares. Sobre a *epocha* do Êxodo também já demonstramos suficientemente. Os *ἐπιλογισμοὶ χρονολογικοί* (cálculos cronológicos) fazem-se de dois modos: ou *ἀποδεικτικῶς*, demonstrativamente — pelos movimentos celestes, pelo carácter hebdomadário, pela comparação dos tempos anteriores com os posteriores, pela notação do ano segundo os autores —, ou *περὶ ἀφαιρετικῶς*, isto é, *κατὰ πρόσθεσιν καὶ ἀφαίρεσιν*, por adição ou subtração. Pelo primeiro modo não se pode prescrever. O segundo é frequentemente posto em controvérsia, é escorregadio e cheio de incerteza. Pois pela enumeração dos anos, que é o método *κατὰ πρόσθεσιν* (por adição), da criação das coisas até o Êxodo, ter-se-iam consumado 2667 anos. Mas pela comparação do intervalo interposto entre a descida do patriarca Jacó ao Egito e o ano do Êxodo, refuta-se este segundo modo, e ele não pode ter lugar. Pois Coate, avô de Moisés, desceu junto com seu avô Jacó ao Egito (Gênesis xlvii, 11). Portanto, de Coate até o octogésimo ano de Moisés, o intervalo é mais estreito do que para que possa bastar a completar os 430 anos prescritos por Moisés.

[Tabela: Anos desde Adão *κατὰ πρόσθεσιν*]

E estes intervalos colhem-se deste modo posterior, isto é, *κατὰ πρόσθεσιν* e por enumeração. Mas porque, como disse, da descida de Coate mal se pode reunir a metade dos 430 anos, por isso os mais antigos judeus, tanto antes quanto depois de Cristo, igualmente o Apóstolo Paulo aos Gálatas, Josefo, e os intérpretes cristãos, todos a uma só voz, contam aqueles 430 anos a partir do ano da promessa, que é o septuagésimo quinto de Abraão. Pronunciar-se de outro modo contra tantas opiniões seria, como dizia o Lírico, *ὁμόσε χωρεῖν τῷ χρόνῳ* (lutar corpo a corpo com o tempo), travar combate manual com as razões do tempo: para não acrescentar que com isso se exporia a palavra divina à afronta e à licença de intérpretes furiosos, estólidos e impudentíssimos. Por isso contentemo-nos com esta interpretação simplíssima, que se apoia na autoridade, não na demonstração. Os que negam que o Apóstolo Paulo, naquele célebre lugar aos Gálatas, deduza o intervalo de 430 anos a partir do ano da promessa — para que não ouçam o que merecem — gozem do seu próprio entendimento. *εἰ δέ τις δοκεῖ φιλόνεικος εἶναι, ἡμεῖς τοιαύτην συνήθειαν οὐκ ἔχομεν, οὐδὲ ἡ ἐκκλησία Θεοῦ* (se alguém parece ser contencioso, nós não temos tal costume, nem a Igreja de Deus — 1Cor 11:16). De Adão, pois, até o nascimento de Abraão, os anos contam-se por enumeração, e *κατὰ πρόσθεσιν*; do Êxodo até nós, por demonstração; o intervalo do meio, pela autoridade e pela interpretação. Portanto, de Adão até o septuagésimo quinto ano de Abraão, o intervalo é de 2023 anos; aos quais, se se acrescentam 430, dão todos os anos de Adão até o Êxodo, 2453. Assim, deste modo, os anos absolutos de Adão até o Êxodo são 2452; deduzidos estes do intervalo dos 2667 anos colhidos *κατὰ πρόσθεσιν*, restam 215 anos excedentes sobre as razões do intervalo demonstrativo — que é a metade dos 430 anos. Logo, os outros 215 demoraram-se no Egito: anos que Epifânio chama *διακόσια πεντεκαίδεκα τῆς Ἰσραηλιτῶν παροικίας ἔτη* (os duzentos e quinze anos da peregrinação dos israelitas). O mesmo encontrarás também em Josefo no início do capítulo iv do livro ii. O que, contudo, *κατὰ τὸ ῥητόν* (segundo a letra), opõe-se ao versículo 40 do capítulo xii do Êxodo; mas segundo a interpretação e suas consequências, concilia-se com a verdade. De outro modo, com efeito, não podemos fazer. Saibam, porém, os estudiosos que alguns supõem dois anos a mais que nós, de Adão até o Êxodo, fazendo absolutos 2454 anos — isto por causa do nascimento de Arfaxade, que teria ocorrido no segundo ano do dilúvio. Nós também não omitimos esse ano, mas tomamos o ano de Noé e dos 56 anos correntes do Dilúvio,

English

I said, rightly called *ἄρχοντας διὰ βίου* (rulers for life). Philo preferred *βιβλίον κριμάτων* (book of judgments) to *κριτῶν* (of judges), just as some preferred *βίβλον τῶν βασιλιδῶν* (book of queens) to *τῶν βασιλέων* (of kings).

*Merbal summoned from Babylon*.] It is true that he came from Babylon to the Tyrian dynasty, yet not summoned by the citizens but imposed upon those Tyrians as king by Nebuchadnezzar — his brothers Mytgonus and Gerastus, who had revolted from the Babylonians, having been subdued by Nebuchadnezzar. Although Ezekiel addresses only one of them, in chapters xxvi, xxvii and xxviii, foretelling these things twelve years before the event. For in the year 4136 of the *Periodus Iuliana* [Julian Period, the 7980-year cycle established by Scaliger], which was the thirty-first from Nebuchadnezzar's expedition and the last of his life, Merbal, summoned from Babylon by Nebuchadnezzar, was given to the Tyrians as king, or judge, that is, *Suffet*.

*TIMES OF THE HEBREWS*.] On the *epocha* [starting point of an era] of Adam and the creation, there is no need to repeat what we have abundantly treated in the Chapter on *Epochae* and elsewhere. On the *epocha* of the Exodus also we have sufficiently shown. *ἐπιλογισμοὶ χρονολογικοί* (chronological reckonings) are made in two ways: either *ἀποδεικτικῶς*, demonstratively — through the heavenly motions, through the hebdomadal character, through comparison of earlier with later times, through notation of the year by authors —, or *περὶ ἀφαιρετικῶς*, that is, *κατὰ πρόσθεσιν καὶ ἀφαίρεσιν*, by addition or subtraction. By the first method nothing definite can be laid down. The latter is often called into controversy, slippery and full of hazard. For from the enumeration of years, which is the method *κατὰ πρόσθεσιν*, from the creation to the Exodus, 2667 years would be completed. But by comparison of the interval interposed between the patriarch Jacob's descent into Egypt and the year of the Exodus, the latter method is refuted and cannot stand. For Kohath, grandfather of Moses, descended together with his grandfather Jacob into Egypt (Genesis xlvii, 11). Therefore from Kohath to the eightieth year of Moses, the interval is too narrow to suffice for completing the 430 years prescribed by Moses.

[Table: Years from Adam *κατὰ πρόσθεσιν*]

And these intervals are gathered in this latter manner, that is, *κατὰ πρόσθεσιν* and by enumeration. But because, as I said, from Kohath's descent scarcely half of the 430 years can be made up, therefore the most ancient Jews both before and after Christ, likewise the Apostle Paul to the Galatians, Josephus, and the Christian interpreters, all with one voice, reckon those 430 years from the year of the promise, which is Abraham's seventy-fifth. To pronounce otherwise against so many authorities would be, as the Lyric poet said, *ὁμόσε χωρεῖν τῷ χρόνῳ* (to come to grips with time itself), to join hand-to-hand combat with the reasonings of time: not to add that by so doing one would expose the divine word to insult and to the license of furious, stolid, most impudent interpreters. Wherefore let us be content with this simplest interpretation, which rests on authority, not on demonstration. Those who deny that the Apostle Paul, in that famous passage to the Galatians, derives the interval of 430 years from the year of the promise — that they may not hear what they deserve — let them enjoy their own opinion. *εἰ δέ τις δοκεῖ φιλόνεικος εἶναι, ἡμεῖς τοιαύτην συνήθειαν οὐκ ἔχομεν, οὐδὲ ἡ ἐκκλησία Θεοῦ* (if anyone seems contentious, we have no such custom, neither the Church of God — 1Cor 11:16). From Adam therefore to the birth of Abraham, the years are by enumeration, and *κατὰ πρόσθεσιν*; from the Exodus to us, by demonstration; the middle interval, by authority and interpretation. From Adam, then, to Abraham's seventy-fifth year, the interval is 2023 years; to which, if 430 be added, all the years from Adam to the Exodus become 2453. Thus by this method the absolute years from Adam to the Exodus are 2452; which deducted from the interval of 2667 years gathered *κατὰ πρόσθεσιν*, leaves 215 years exceeding the reckonings of the demonstrative interval — which is half of the 430 years. Therefore the other 215 they tarried in Egypt: which years Epiphanius calls *διακόσια πεντεκαίδεκα τῆς Ἰσραηλιτῶν παροικίας ἔτη* (the two hundred and fifteen years of the Israelites' sojourn). The same you will also find in Josephus at the beginning of chapter iv of book ii. Which yet, *κατὰ τὸ ῥητόν* (according to the letter), is opposed to verse 40 of chapter xii of Exodus; but according to interpretation and its consequences, it is reconciled with truth. Otherwise indeed we cannot do. But let scholars know that some suppose two years more than we, from Adam to the Exodus, making 2454 years complete — this on account of the birth of Arphaxad, which would have occurred in the second year of the Flood. We too have not omitted that year, but take Noah's year and 56 years current of the Flood,

Latim

CANONVM ISAGOGICORVM

dixi, recte ἄρχοντας διὰ βίου vocauerunt. Philon βιβλίον κριμάτων, potius, quam κριτῶν, quemadmodum quidam βίβλον τῶν βασιλιδῶν maluerunt, quam τῶν βασιλέων.

Merbal Babylone accitus.] Verum est Babylone ad Tyriorum dynastian venisse, non tamen a ciuibus accitum, sed a Nabuchodonosoro regem illum Tyrijs impositum, Mytgono, & Gerasto fratribus, qui a Babylonijs defecerant, a Nabuchodonosoro subactis: quanquam unum tantum alloquitur Ezekiel capitibus xxvi, xxvii | xxviii, annis xii ante euentum haec praedicens. Anno enim periodi Iulianae 4136, qui erat xxxi ab expeditione Nabuchodonosori, & ultimus vitae eius, Merbal Babylone accitus a Nabuchodonosoro rex, aut Iudex, siue Suffet, Tyrijs datus est.

HEBRAEORVM TEMPORA.] De epocha Adam & conditu rerum non opus iterare, quae in Capite de Epochis, & alibi abunde tractauimus. De Exodi quoque epocha satis demonstratum. Ἐπιλογισμοὶ χρονολογικοὶ dupliciter fiunt; aut ἀποδεικτικῶς, demonstratiue, ut per motus caelestes, per characterem hebdomadicum, per comparationem priorum temporum cum posterioribus, per notationem anni apud auctores: aut περὶ ἀφαιρετικῶς, id est, κατὰ πρόσθεσιν καὶ ἀφαίρεσιν, adiectione, aut detractione. Priori modo praescribi non potest. Posterior in controuersiam saepe vocatur, lubricus & plenus aleae. Nam ex dinumeratione annorum, qui est modus κατὰ πρόσθεσιν, a conditu rerum, ad Exodum, fuerint anni 2667 absoluti. Sed ex comparatione interualli, quod interiectum est inter descensum Iacob patriarchae in Aegyptum, & annum Exodi, posterior modus arguitur, & locum habere non potest. Nam Kahath auus Mosis descendit cum auo suo Iacobo in Aegyptum. Genes. xlvii, 11. Itaque a Kahath, ad annum Mosis octagesimum, interuallum angustius est, quam ut annis ccccxxx, qui a Mose praescripti sunt, complendis satis esse possit.

ANNI AB ADAM κατὰ πρόσθεσιν.

Ad Diluuium, 1655 1655
Ad natum Abraham, 293 1948
Ad natum Isaac 100 2048
Ad natum Iacob 60 2108
Ad descensum in Aegyptum 129 2237
Ad Exodum. 430 2667

Atque haec interualla hoc modo posteriore, id est κατὰ πρόσθεσιν, & dinumeratiue, colliguntur. Sed quia, ut dixi, a descensu Kahath vix dimidium annorum ccccxxx colligi potest, propterea vetustissimi Iudaei tam ante, quam post Christum, item Paulus Apostolus ad Galatas, Iosephus, interpretes Christiani, omnes uno ore, ab anno promissionis, qui est septuagesimus quintus Abrahami, illos ccccxxx annos ordiuntur. Aduersus tot sententias aliter pronunciare, id fuerit, ut Lyricus dicebat, ὁμόσε χωρεῖν τῷ χρόνῳ, cum rationibus temporis manum conserere: ne addam, hoc facto verbum diuinum contumeliae exponi, & libidini furiosorum, stolidorum, impudentissimorum interpretum vexandum obijcere. Quare contenti simus hac simplicissima interpretatione, quae auctoritate, non demonstratione, nititur. Qui negant Paulum Apostolum in illo celebri ad Galatas loco interuallum annorum ccccxxx ab anno promissionis deducere, ne, quo digni sunt, audiant, fruantur suo sensu. εἰ δέ τις δοκεῖ φιλόνεικος εἶναι, ἡμεῖς τοιαύτην συνήθειαν οὐκ ἔχομεν, οὐδὲ ἡ ἐκκλησία Θεοῦ. Ab Adamo igitur, ad natalem Abrahami, anni sunt ex dinumeratione, καὶ κατὰ πρόσθεσιν: ab Exodo autem, ad nos, ex demonstratione. medium interuallum ex auctoritate, & interpretatione. Ab Adam igitur ad lxxv annum Abrahami, interuallum est, anni 2023. quibus si accedat 430, fient omnes ab Adam, ad Exodum, anni 2453. Itaque hoc modo anni ab Adam, ad Exodum, absoluti sunt 2452, quibus deductis de interuallo annorum κατὰ πρόσθεσιν collectorum 2667, remanent anni 215 excurrentes supra rationes interualli demonstratiui, quod est dimidium annorum ccccxxx. Ergo alteros ccxv morati sunt in Aegypto: quos Epiphanius vocat διακόσια πεντεκαίδεκα τῆς Ἰσραηλιτῶν παροικίας ἔτη. Idem etiam reperies apud Iosephum initio cap. iiii lib. ii. quod tamen κατὰ τὸ ῥητὸν aduersatur Commati 40, Cap. xii Exodi, secundum interpretationem autem, & consequentias, conciliatur veritati. Aliter enim facere non possumus. Sciant vero studiosi, quosdam biennium, plusquam nos, ab Adam, ad Exodum, putare, 2454 annos absolutos, idque propter natalem Arphaxad, qui contigerit anno secundo diluuij. Nos non omisimus quidem illum annum, sed annum Noe, & anni lvi Diluuij currentes accipimus,

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Ἐπιλογισμοὶ χρονολογικοί (epilogismoi chronologikoi)Cálculos cronológicos. Scaliger distingue dois tipos: (1) ἀποδεικτικῶς (demonstrativos), feitos por movimentos celestes, ciclo hebdomadário, comparação de tempos e notações de autores; (2) κατὰ πρόσθεσιν καὶ ἀφαίρεσιν (por adição e subtração), método aritmético simples mas falível.
SuffetTermo púnico-fenício para o magistrado supremo (juiz/governante) das cidades fenícias e cartaginesas. Scaliger o equipara ao 'rex aut Iudex' dado aos tírios.

Referencias cruzadas

Interna: Capitulum de Epochis (capítulo Sobre as Epochae, na própria obra) - "De epocha Adam & conditu rerum non opus iterare, quae in Capite de Epochis, & alibi abunde tractauimus."
Externa: Genesis xlvii, 11 - "Kahath auus Mosis descendit cum auo suo Iacobo in Aegyptum."
Externa: Exodus xii, 40 (Commati 40, Cap. xii Exodi) - "κατὰ τὸ ῥητὸν aduersatur Commati 40, Cap. xii Exodi"
Externa: Paulus, Epistola ad Galatas (3:17) - "Paulum Apostolum in illo celebri ad Galatas loco interuallum annorum ccccxxx ab anno promissionis deducere"
Externa: Iosephus, Antiquitates Iudaicae II.iv (initio cap. iv lib. ii) - "Idem etiam reperies apud Iosephum initio cap. iiii lib. ii."
Externa: Epiphanius (διακόσια πεντεκαίδεκα τῆς Ἰσραηλιτῶν παροικίας ἔτη) - "quos Epiphanius vocat διακόσια πεντεκαίδεκα τῆς Ἰσραηλιτῶν παροικίας ἔτη"
Externa: Ezechiel xxvi-xxviii - "unum tantum alloquitur Ezekiel capitibus xxvi, xxvii, xxviii"
Externa: 1 Corinthios 11:16 - "εἰ δέ τις δοκεῖ φιλόνεικος εἶναι, ἡμεῖς τοιαύτην συνήθειαν οὐκ ἔχομεν, οὐδὲ ἡ ἐκκλησία Θεοῦ"
Externa: Horatius (Lyricus), provavelmente alusão a 'cum tempore certare' - "ut Lyricus dicebat, ὁμόσε χωρεῖν τῷ χρόνῳ, cum rationibus temporis manum conserere"

Tabela 1

Anos desde Adão κατὰ πρόσθεσιν (por adição)
MarcoIntervaloTotal acumulado
Ad Diluuium (Até o Dilúvio)16551655
Ad natum Abraham (Até o nascimento de Abraão)2931948
Ad natum Isaac (Até o nascimento de Isaque)1002048
Ad natum Iacob (Até o nascimento de Jacó)602108
Ad descensum in Aegyptum (Até a descida ao Egito)1292237
Ad Exodum (Até o Êxodo)4302667
Flags de incerteza (pontos para revisao humana)
Notas do tradutor: Página crítica do tratamento da cronologia dos Hebreus. Scaliger articula sua tese central: a discrepância de 215 anos entre o cômputo κατὰ πρόσθεσιν (2667 anos de Adão ao Êxodo) e o cômputo demonstrativo (2452 anos) resolve-se entendendo que os 430 anos de Êxodo 12:40 incluem a peregrinação patriarcal desde a promessa a Abraão (Gn 12), de modo que apenas 215 anos foram efetivamente passados no Egito. Esta é a posição de Paulo (Gl 3:17), Josefo, Epifânio e da Septuaginta — contra a leitura literal massorética. A passagem é importante como manifesto metodológico: Scaliger separa três regimes epistêmicos — (1) Adão→Abraão = enumeração bíblica direta; (2) Abraão→Êxodo = autoridade e interpretação apostólica; (3) Êxodo→presente = demonstração astronômica/histórica. Note a citação irônica de 1Cor 11:16 contra opositores 'contenciosos' — provavelmente alusão a cronologistas calvinistas/luteranos que defendiam o cômputo massorético literal. A referência ao 'Lyricus' é provavelmente Horácio. Página termina mid-sentence ('accipimus,') continuando na p. 363.

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