Isagogicorum chronologiae canonum · Joseph Scaliger (1606)
Ver scan original (p.340)

Portugues

kupti, que é 23 de setembro, foi alterado por ordem do Patriarca de Constantinopla, ao qual o Alexandrino está submetido. Da mesma forma, no 27 de Elul dos Antioquenos reconhece-se o mesmo, porque também o Patriarca Antioqueno está submetido ao Constantinopolitano. Mas também num Calendário manuscrito, igualmente em 23, e em outro em 24 de setembro, a concepção de João está expressamente assinalada. O Martirológio Romano não menciona a concepção de João, embora todos os Martirológios manuscritos, bem como Rabano e Notker, no VIII das Calendas de outubro estabeleçam a Concepção de João. Esta inovação deve ser muito recente. Pois, no tempo de Máximo Monge, ainda persistia aquela festa solene do dia 27 de setembro. A causa da inovação foi esta: a mulher gesta no útero não apenas 270 dias, como pensavam os anteriores, mas 273. Por isso, como de 23 de setembro até 24 de junho há precisamente 274 dias, por essa razão a *anámnesis* do *euangelismós* de Zacarias foi transferida do dia 27 para o 23 de setembro. Assim também o Católico dos Armênios diz que Cristo foi gestado no útero por 275 dias, um a mais do que João. Pois tantos são os dias de 25 de março a 25 de dezembro: "completou no ventre da virgem nove meses e cinco dias". Interrogado sobre essa opinião, ele responde algo ridículo: que todos os primogênitos demoram no útero, além dos nove meses, ainda mais cinco dias. "Temos de nossos mestres que as crianças primogênitas permanecem no ventre de suas próprias mães cinco dias além dos não-primogênitos. E isso confirmam pelo sábio Salomão, que diz a respeito de si mesmo: 'modelado no corpo num período de dez meses', querendo com isso significar que não apenas esteve nove meses no ventre de sua própria mãe, mas tomou também do décimo." Ora, como o próprio João era *primogênito*, por isso também a ele atribuíram, no útero da mãe, mais de nove meses, com trinta dias adicionais. Mas se o décimo de Tisri se colocar no dia 23, segue-se um absurdo muito maior. Pois, no ano 3 de Cristo segundo Dionísio, o décimo de Tisri pôde cair no 23 de setembro, mas, pela transposição judaica, caiu no 24. Desse modo, João teria nascido mais de três anos depois de Cristo. Estes argumentos sobre o sumo Pontificado de Zacarias, sobre o incenso do décimo de Tisri, sobre o decréscimo e acréscimo dos dias, dos quais se concluiu que Cristo nasceu no dia 25 de dezembro e que João foi concebido no décimo de Tisri, todos provêm da Igreja do Ocidente. Crisóstomo: "Assim também este (dia), antes conhecido desde há muito pelos que habitam no ocidente, mas agora trazido até nós", etc. Diz que foi transmitido recentemente das partes do Ocidente às Igrejas do Oriente, cerca de uma década antes de pronunciar aquele Sermão sobre o Natal do Senhor ao povo: "é assim o décimo ano desde que este dia se tornou claro e conhecido para nós". Epifânio também mostra manifestamente que ignorava que as Igrejas do Ocidente, pouco antes de ele compor sua obra contra as Heresias, tinham fixado o Natal do Senhor em 25 de dezembro. Pois todas as Igrejas, tanto do Oriente quanto do Egito, celebravam juntos no dia da Epifania o batismo de Cristo e o seu nascimento. O Católico dos Armênios, ao responder a isto, acrescenta que Epifânio, na oração sobre o Natal do Senhor, transmitiu que Cristo nasceu no 25 de dezembro. Ou Epifânio não é o autor dessa oração — como certamente não é —, ou a escreveu depois de sua obra que chama *Panarium*. Pois todas as Igrejas Gregas até então ignoravam isto, e Crisóstomo afirma ser observação recente da Igreja do Ocidente. Mais antigo do que Ambrósio, que se lembre disso, não temos ninguém. Daí se conclui claramente quando foram redigidos aqueles Cânones que foram editados em grego sob o nome de Clemente. Pois, como neles se faz menção do 25 de dezembro, no qual os próprios Cânones ordenam que se celebre o Natal do Senhor, é evidente daqui quão antiga é sua origem; o autor da epístola grega esforçou-se a tal ponto para persuadir disso, que chegou a dizer que o Sol brilhou em plena meia-noite, e outras *paralogoumena*, que seria de não menor vaidade aqui reproduzir do que ele teve confiança em forjar. Se estes Cânones não conseguem defender sua antiguidade, quanto menos aqueles em nome dos Apóstolos, que mencionam aqueles, e dizem haver neles algumas coisas dignas de censura? Mas, para voltarmos ao 25 de dezembro, depois que os Gregos abraçaram este dia, acrescentaram-lhe não pouca coisa de seus próprios *narthecia*, como aquilo que o Católico diz sobre Tito Vespasiano: "Pois dizem que o divino Epifânio, sendo de origem hebraica, confirmou pela escritura dos Hebreus e por Josefo cronógrafo, que no dia 25 de dezembro se celebra a natividade do Salvador. Dizem que com isto concordam também as [pessoas] levadas por Tito de Jerusalém a Roma, pois nesse [dia] ele as fez cativas". Não diz isso sem razão. Pois Crisóstomo, no Sermão sobre o Natal do Senhor, atesta que algumas coisas desse tipo existiam em Roma em seu tempo. Mas até aqui.
*Ad excessum Herodis.*] Josefo escreve que Herodes morreu por volta do início de Nisan, e ainda que o tempo não esteja expressamente concebido, do que ele escreve, todavia, conclui-se sem obscuridade que a morte daquele rei ocorreu no início de Nisan. Pois suas exéquias foram celebradas pouco antes dos *Azyma*. Acrescenta Josefo que, antes da morte de Herodes, depois de este ter punido gravemente os *nomodidaskaloi* (doutores da lei), a Lua sofreu eclipse: eclipse que sabemos ter ocorrido no dia 9 de janeiro, no ano 44 do calendário juliano [scil. era juliana], e que não pode entender-se de nenhum outro eclipse, exceto este. Mas Josefo confunde. Diz

English

kupti, which is 23 September, was changed by order of the Patriarch of Constantinople, to whom the Alexandrian is subject. Likewise on 27 Elul of the Antiochenes the same is recognized, because the Antiochene Patriarch too is subject to the Constantinopolitan. But also in a manuscript Calendar, likewise on the 23rd, and in another on the 24th of September, the conception of John is expressly noted. The Roman Martyrology does not mention the conception of John, although all manuscript Martyrologies, as well as Rabanus and Notker, place the Conception of John on the VIII Kal. October. This innovation must be very recent. For in the time of Maximus the Monk that solemn feast still held to 27 September. The cause of the innovation was this: a woman carries in her womb not only 270 days, as earlier authorities thought, but 273. Therefore, since from 23 September to 24 June there are precisely 274 days, for this reason the *anamnēsis* of the *euangelismos* of Zacharias was transferred from the 27th to the 23rd of September. Thus also the Catholicos of the Armenians says that Christ was carried in the womb 275 days, one more than John. For so many days are there from 25 March to 25 December: "he was completed in the womb of the virgin in nine months and five days." Questioned about this opinion, he answers something ridiculous: that all firstborn delay in the womb beyond the nine months an additional five days. "We have it from our teachers that firstborn children remain in their mothers' womb five days longer than the non-firstborn. And this they confirm from wise Solomon, who says of himself: 'in a ten-month period I was molded in the body,' wishing thereby to indicate that he was not only nine months in his own mother's womb, but took also from the tenth." Now since John himself was *firstborn*, for this reason they assigned to him also more than nine months — thirty days additional — in his mother's womb. But if the tenth of Tisri be placed on the 23rd, a far greater absurdity follows. For in the year 3 of Christ according to Dionysius, the tenth of Tisri could fall on 23 September, but by the Jewish transposition it fell on the 24th. In this way John would have been born more than three years after Christ. These arguments concerning the high Pontificate of Zacharias, the burning of incense on the tenth of Tisri, the decrease and increase of the days, from which it is gathered that Christ was born on 25 December and John was conceived on the tenth of Tisri — all are from the Western Church. Chrysostom: "Thus also this (day), long known above to those dwelling in the West, but only now brought to us," etc. He says that it was recently transmitted from the parts of the West to the Eastern Churches, nearly a decade before he gave that Sermon on the Lord's Nativity to the people: "it is now the tenth year since this day became clear and known to us." Epiphanius too clearly shows that he was unaware that the Western Churches, shortly before he composed his work against the Heresies, had fixed the Lord's Nativity on 25 December. For all the Churches both of the East and of Egypt celebrated together on the day of Epiphany both the baptism of Christ and his nativity. The Catholicos of the Armenians, in answering this, adds that Epiphanius transmitted in his oration on the Lord's Nativity that Christ was born on 25 December. Either Epiphanius is not the author of that oration — as he certainly is not — or he wrote it after his work which he calls *Panarium*. For all the Greek Churches up to then were ignorant of this, and Chrysostom calls it a recent observation of the Western Church. We have no one older than Ambrose who recalls it. Whence it is plainly gathered when those Canons which were issued in Greek under the name of Clement were composed. For since in them mention is made of 25 December, on which the Canons themselves prescribe that the Lord's Nativity be celebrated, it is sufficiently clear from this how ancient they are; to convince of this, the author of the Greek epistle so labored that he said the Sun shone in the middle of the night, and other *paralogoumena*, which it would be of no less vanity to reproduce here than he had confidence in fabricating. Since these Canons cannot defend their antiquity, how much less those under the name of the Apostles, which mention them, and say there are some things in them deserving of censure? But, to return to 25 December, after the Greeks embraced this day, they added not a few things from their own *narthecia*, such as what the Catholicos says about Titus Vespasian: "For they say that the divine Epiphanius, being of Hebrew origin, confirmed from Hebrew Scripture and from Josephus the chronographer that the nativity of the Saviour is celebrated on 25 December. They say that with this also agree those [persons] led by Titus from Jerusalem to Rome, since on that [day] he himself took them captive." He does not say this without reason. For Chrysostom in the Sermon on the Lord's Nativity testifies that certain such things existed at Rome in his own time. But thus far.
*Ad excessum Herodis.*] Josephus writes that Herod died about the beginning of Nisan, and although the time is not explicitly stated, from what he writes it is nevertheless clearly gathered that the king's death occurred at the beginning of Nisan. For his obsequies were celebrated a little before the *Azyma*. Josephus adds that before Herod's death, after he had severely punished the *nomodidaskaloi* (teachers of the law), the Moon was eclipsed: which eclipse we know to have occurred on 9 January in the Julian year 44, and that it can be understood of no other eclipse but this. But Josephus confuses matters. He says

Latim

kupti, quae est XXIII Septembris, quia iussu Patriarchae Constantinopolitani, cui Alexandrinus paret, hoc immutatum est. Similiter in XXVII Elul Antiocheni idem agnoscitur, quia & Antiochenus quoque Patriarcha Constantinopolitano subditus est. Sed & in manuscripto Kalendario itidem in XXIII, in alio in XXIIII Septembris conceptio Iohannis diserte signata est. Martyrologium Romanum conceptionis Iohannis non meminit. quum tamen omnia Martyrologia manuscripta, item Rabanus, & Notkerus VIII Kal. Octob. Conceptionem Iohannis statuant. Valde nuperam hanc innouationem esse oportet. Nam tempore Maximi Monachi adhuc illud solenne haerebat vigesimae septimae Septembris. Caussa innouandi haec fuit. Mulier gestat in utero non CCLXX dies solum, ut priores putarunt, sed CCLXXIII. Ideo quum a XXIII Septembris, ad XXIIII Iunij, sint dies praecise CCLXXIIII, propterea ἀνάμνησις τοῦ εὐαγγελισμοῦ Ζαχαρίου a XXVII, ad XXIII Septembris, traducta est. Sic etiam Catholicus Armeniorum dicit Christum in utero gestatum diebus CCLXXV, uno amplius, quam Iohannem. Tot enim dies sunt a XXV Martij, ad XXV Decembris. ἐπλήρωσεν ἐν τῇ γαστρὶ τῆς παρθένου ἐννέα μηνῶν καὶ πέντε ἡμερῶν. Super hac sententia interrogatus respondet rem ridiculam, omnes πρωτοτόκους supra nouem menses etiam quinque dies moram facere in utero. ἔχομεν ἀπὸ τῶν ἡμετέρων διδασκάλων, ὅτι τὰ πρωτότοκα παιδία μένουσιν ἐν τῇ μήτρᾳ τῶν ἑαυτῶν μητέρων ἐπίπλέον τῶν μὴ πρωτοτόκων πέντε ἡμέρας. καὶ τοῦτο πιστοῦνται ἀπὸ τοῦ σοφοῦ Σολομῶντος, λέγοντος περὶ ἑαυτοῦ δεκαμηνιαίῳ χρόνῳ παγεὶς ἐν τῷ σώματι, τοῦτο βουλομένου δηλοῦν, ὅτι οὐ μόνον ἐννέα μῆνας ἦν ἐν τῇ μήτρᾳ τῆς ἑαυτοῦ μητρὸς, ἀλλὰ καὶ ἀπὸ τοῦ δεκάτου ἔλαβεν. Quia vero Iohannes ipse erat πρωτότοκος, propterea & ipsi plusquam nouem menses τριακονταημέρους in utero matris dederunt. Sed si decima Tisri collocetur in XXIII, longe maior absurditas sequetur. Nam anno Christi Dionysiano III, decima Tisri potuit esse XXIII Septembris. sed translatione Iudaica incidit in XXIIII. Hoc modo Iohannes plusquam triennio post Christum natus fuerit. Argumenta haec de summo Pontificatu Zachariae, de incenso decimae Tisri, de decremento & incremento dierum, ex quibus collectum die XXV Decembris Christum natum fuisse, & decima Tisri Iohannem conceptum, omnia sunt ab Ecclesia Occidentis. Chrysostomus: οὕτω καὶ αὕτη (ἡμέρα) πρόπαλαι μὲν τοῖς τὴν ἑσπέραν οἰκοῦσιν ἄνωθεν γνωριζομένη, πρὸς ἡμᾶς δὲ κομισθεῖσα νῦν, &c. Nuper ab Occidentis partibus, ad Orientis Ecclesias transmissam dicit, fere decennio, antequam illum Sermonem de natali Domini ad populum haberet. οὕτω δέκατον ἐστὶν ἔτος, ἐξ οὗ δήλη καὶ γνώριμος ἡμῖν ἡ ἡμέρα γέγονεν αὕτη. Epiphanius quoque manifesto ostendit sese ignorasse Occidentis Ecclesias paulo ante, quam suum opus in Haereses componeret, natalem Domini in XXV Decembris statuisse. Omnes enim Ecclesiae tam Orientis, quam Aegypti die Epiphaniorum & baptismum Christi, & natalem eius una celebrabant. Catholicus Armeniorum, quum ad haec responderet, addit ab Epiphanio in oratione de Natali Domini proditum esse, Christum XXV Decembris natum fuisse. Aut Epiphanius illius orationis auctor non est, ut certe non est, aut scripsit illam post opus suum, quod vocat Panarium. Nam omnes Graecae Ecclesiae hactenus hoc ignorarunt, & nuperam obseruationem Ecclesiae Occidentis fuisse ait Chrysostomus. Vetustiorem, qui eius miminerit, Ambrosio habemus neminem. Vnde manifesto colligitur quando Canones illi, qui nomine Clementis Graece editi sunt, conscripti fuerunt. Quod enim in illis mentio XXV Decembris fit, in qua natalis Domini celebrari ab ipsis Canonibus praecipitur, satis hinc paret, quanta vetustas eorum sit, quod ut persuaderet auctor epistolae Graecae satis aestuauit, ut media nocte Solem lucere diceret, & alia παραλογούμενα, quae non minoris vanitatis esset huc producere, quam illi confidentia fuit comminisci. Quum hi Canones vetustatem suam tueri non possint, quanto minus & illi nomine Apostolorum, qui illorum meminerunt, & quaedam in illis esse dicunt reprehensioni opportuna? Sed, ut ad XXV Decembris redeamus, postquam Graeci hanc diem amplexi sunt, non pauca de suis nartheciis illi addiderunt, ut de Tito Vespasiano quod ait Catholicus: λέγουσι γὰρ, ὅτι θεῖος Ἐπιφάνιος ἅτε ἐξ Ἑβραίων ὢν, ἐκ τῆς τῶν Ἑβραίων γραφῆς καὶ Ἰωσήπου τοῦ χρονογράφου ἐβεβαίωσε, Δεκεμβρίῳ ΚΕ τὴν γέννησιν ἑορτάζεσθαι τοῦ σωτῆρος. τούτῳ φασὶ συμφωνεῖν καὶ τὰς ὑπὸ τοῦ Τίτου ἀπὸ Ἱερουσαλὴμ εἰς Ῥώμην ἀχθείσας, ὅτι ταύτην αὐτὸς ἠχμαλώτευσεν. Sane non frustra hoc dicit. Nam & quaedam Romae huiuscemodi suo aeuo extitisse testatur Chrysostomus in Sermone de Natali Domini. Sed hactenus.
Ad excessum Herodis.] Iosephus scribit Herodem obiisse circiter initium Nisan, ac quanquam tempus diserte conceptum non est, ex iis tamen, quae scribit, non obscure colligitur eius regis obitum ineunte Nisan contigisse. Exequiae enim eius paulo ante Azyma celebratae sunt. Addit Iosephus ante obitum Herodis, postquam in νομοδιδασκάλους grauiter animaduertisset, Lunam defecisse: quam defectionem nos scimus die IX Ianuarij, anno Iuliano XLIV, contigisse: neque de alio defectu, praeter hunc, intelligi posse. Sed turbat Iosephus. Ait

Referencias cruzadas

Externa: Epiphanius, Panarium (Adversus Haereses) - "paulo ante, quam suum opus in Haereses componeret"
Externa: Chrysostomus, Sermo de Natali Domini - "Chrysostomus: οὕτω καὶ αὕτη... Nuper ab Occidentis partibus, ad Orientis Ecclesias transmissam dicit"
Externa: Pseudo-Clemens, Canones (Constitutiones Apostolicae) - "Canones illi, qui nomine Clementis Graece editi sunt"
Externa: Iosephus Flavius, Antiquitates Iudaicae XVII - "Iosephus scribit Herodem obiisse circiter initium Nisan"

Eventos astronomicos detectados

lunar_eclipse: Eclipse lunar mencionado por Josefo como ocorrido pouco antes da morte de Herodes, após a punição dos doutores da lei (νομοδιδάσκαλοι). Scaliger identifica-o com o eclipse de 9 de janeiro do ano juliano 44. data: die IX Ianuarij, anno Iuliano XLIV fonte: Iosephus Flavius (Antiquitates Iudaicae XVII)
other: Cálculo dos 274 dias de gestação de João Batista entre 23 de setembro (concepção) e 24 de junho (nascimento), e dos 275 dias de gestação de Cristo entre 25 de março (Anunciação/Encarnação) e 25 de dezembro (Natividade). data: a XXIII Septembris ad XXIIII Iunij; a XXV Martij ad XXV Decembris fonte: Catholicus Armeniorum
other: Possibilidade de o décimo de Tisri (Yom Kippur) cair em 23 de setembro no ano 3 da era dionisiana, mas que pela transposição judaica caiu em 24 de setembro. data: anno Christi Dionysiano III, decima Tisri... XXIII Septembris... incidit in XXIIII fonte: Scaliger (cálculo próprio)
Flags de incerteza (pontos para revisao humana)
Notas do tradutor: Esta página é de comentário exegético-cronológico (não tabular), continuando a discussão sobre as datas da concepção e nascimento de João Batista e de Cristo. Scaliger argumenta polemicamente: (1) que a celebração do Natal em 25 de dezembro é uma observância ocidental relativamente tardia, adotada pelo Oriente apenas cerca de uma década antes do sermão de Crisóstomo; (2) que a transferência da concepção de João do 27 para o 23 de setembro deve-se a um cálculo de 274 dias de gestação; (3) que os Cânones pseudo-clementinos e apostólicos são forjarias tardias, evidenciadas pela menção do 25 de dezembro; (4) inicia a discussão sobre a morte de Herodes e o eclipse lunar mencionado por Josefo, datando-o de 9 de janeiro do ano juliano 44 (= 1 a.C.? ou 4 a.C. dependendo da contagem juliana de Scaliger — atenção: na cronologia de Scaliger 'anno Iuliano' refere-se à sua era juliana proléptica, distinta do calendário juliano comum). A passagem grega do Catholicos Armeniorum (provavelmente Nersēs de Lambron ou similar, em tradução grega) é citada literalmente. O termo 'narthecijs' é uma metáfora elegante: 'caixinhas de remédios/embrulhos' = invenções fabricadas. A discussão termina abruptamente com 'Ait' (Diz [Josefo]), continuando na página seguinte.

Encontrou um erro nesta pagina?

Esta traducao e texto-semente gerado por IA - erros sao esperados.

Reportar no GitHub Hypothes.is Como contribuir