Isagogicorum chronologiae canonum · Joseph Scaliger (1606)
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Portugues

180 DOS CÂNONES ISAGÓGICOS
... primeiro do ciclo, segundo, etc. Quanto ao motivo pelo qual a *Indictio* também é chamada pelos escritores gregos de ἐπινέμησις, busca as razões nos livros *De Emendatione Temporum*, onde há mais sobre a *Indictio*.

VIII. *Cyclus magnus paschalis*.] 19 multiplicado por 28 produz 532: este é o grande ciclo, no qual — segundo julgavam os antigos — o número áureo, o bissexto e as *neomeniae* recorrem no mesmo dia e na mesma feria. Os autores cristãos egípcios são os criadores deste grande período, entre os quais os doutíssimos monges Aniano e Panodoro escreveram livros sobre isto, que chamaram de ἀνακυκλωτικοὺς τόμους καὶ ἑορταστικοὺς κύκλους (volumes cíclicos e ciclos festivos). Aqueles que escreviam sob Arcádio, e também os posteriores, julgavam que, ao completar-se este grande ciclo, os novilúnios e os termos pascais sempre recorriam em ciclo e restituíam a mesma feria, ignorando τὴν σεληναϊκὴν προήγησιν (a antecipação lunar), que se faz aproximadamente de um dia em 16 ciclos decenovenais. Por isso aquele ciclo é inútil. Na Igreja Latina alguns construíram tais grandes ciclos, usando, todavia, princípios diversos: Vitório a partir de janeiro, Dionísio Exíguo a partir de março, e o primeiro a partir da paixão de Cristo, o segundo a partir do natal. Mas o ciclo de Dionísio é recomendado por este motivo: porque conserva a memória de muitas coisas, dado que toda a Igreja o usou para os termos pascais. Por isso é utilíssimo para conservar as *epochae* das histórias. Os egípcios, porém, tomavam — e tomam ainda hoje — o início de seu grande ciclo a partir de Thoth e da *Aera* dos Santos Mártires; e chamam esse ciclo de "anos da graça". Lemos em alguns autores, e entre eles em Beda, que o autor do número áureo teria sido Eusébio de Cesareia, isto é, Eusébio Pânfilo — o que é falso. Pois desde o tempo de Diocleciano já estava em uso somente entre os egípcios, de modo que os egípcios são seus indubitáveis autores, não os gregos. Talvez Eusébio tenha podido emendar algo nele, donde se lhe atribua antes a condição de emendador do que de autor: do mesmo modo que o grande ciclo é dito de Dionísio, de quem ele mesmo não foi autor, mas reformador.

IX. *Periodus Iuliana*.] Assim como, multiplicando-se entre si os dois ciclos de ambos os astros, nasce o grande ciclo de 532 anos, assim, multiplicando-se a *Indictio* pelo grande ciclo, isto é, 15 por 532, produz-se a grande Periodus de 7980 anos. Visto, pois, que o cronólogo precisa de algum aparato de anos, ao qual, como a uma *epocha* e título, possa referir todos os intervalos de tempos, e lhe é necessário um indicador (*nota*) dos anos — como são os Cycli e as *Indictiones*, pelos quais os anos se distinguem dos anos —, por isso será preciso adotar uma periodus que abranja os ciclos e as *Indictiones*, e além disso reter o uso do ano juliano puro, por causa do *Cyclus Solis*, que é próprio do ano juliano. Pois a fundação do mundo e os mais antigos intervalos de tempos, tanto históricos quanto míticos, não podem ser perfeitamente registrados, a menos que imaginemos para nós uma série contínua de tempos, à qual, como a uma norma, dirijamos todos os títulos de tempos. Pois aqueles que escrevem que tal ou qual coisa aconteceu mil ou dois mil anos antes de Cristo, trazem algo de fato, mas não percebem que se servem de auxílios que não podem provar, porque não aplicam ao fato um caractere, e sem caractere não podem confirmá-lo — sendo tais caracteres os ciclos, as *Indictiones* e outros do gênero. Pois assim como o cronólogo e o matemático, κατὰ πρόληψιν (por antecipação), referem todos os argumentos da antiguidade ao ano juliano, no tempo em que nenhum ano juliano existia, assim deve usar aquele ano com sua causa, isto é, com os ciclos e *Indictiones*; e como imagina o próprio fundamento como tendo existido antes de inumeráveis séculos, assim também o que sobre ele constrói — os ciclos e *Indictiones* — deve imaginá-lo como tendo existido juntamente com aquele. Visto, pois, que esta periodus se apoia no ano juliano como em seu fundamento, deve chamar-se Iuliana, e ser deduzida daquelas Kalendas de Janeiro a partir das quais a *Indictio Romana* e ambos os ciclos devem ser iniciados — embora, propriamente, o número áureo melhor se institua a partir de março, por causa das *epactae*, que tomam início daquele mês, e não de janeiro. Para que, pois, os ciclos e as *Indictiones* recorram em ciclo, não pode ser feito de outro modo senão multiplicando-se o grande ciclo dionisiano de 532 anos pela *Indictio*, isto é, por 15. E para que sejam reduzidos ao uso, o primeiro natal de Cristo, segundo Dionísio, deve ser fixado a 25 de dezembro daquele ano, que corresponde ao ano 4713 desta periodus, no qual a *Indictio Romana* era III, o número áureo era I, o *Cyclus Solis* era IX. Pois preferimos a *Indictio Romana* à Cesarense, porque começa nas Kalendas de Janeiro, ao passo que a Cesarense já corria como quarta desde 24 de setembro do mesmo ano 4713. Utilíssima e elegantíssima é esta periodus, que contém não apenas ambos os ciclos e as *Indictiones*, mas também o ano sabático e a *Dodecaeteris* caldaica. Sua comodidade é tanta, que para conservar de memória, καὶ ἀπὸ χειρὸς (e à mão), os intervalos dos tempos, nada mais expedito se pode imaginar. Pois se quatro ou cinco intervalos mais notáveis — como o Êxodo, as Olimpíadas, o ano da paixão do Senhor — se conservarem de memória, os demais podem ser examinados a partir dele como pela pedra de Lídia, aplicado o exame das *Indictiones*, de ambos os ciclos e dos demais caracteres, caso surja alguma dúvida. Enfim, nós, que a excogitamos, não podemos louvar suficientemente suas utilidades, sua excelência, sua comodidade, à qual tudo o que desta doutrina extraímos das trevas,
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English

180 OF THE ISAGOGIC CANONS
... first of the cycle, second, etc. As to why the *Indictio* is also called by Greek writers ἐπινέμησις, seek the reasons in the books *De Emendatione Temporum*, where there is more on the *Indictio*.

VIII. *Cyclus magnus paschalis*.] 19 multiplied by 28 produces 532: this is the great cycle, in which — as the ancients believed — the golden number, the bissextile, and the *neomeniae* recur on the same day and the same weekday. The Egyptian Christian writers are the originators of this great period, among whom the most learned monks Anianus and Panodorus wrote books on it, which they called ἀνακυκλωτικοὺς τόμους καὶ ἑορταστικοὺς κύκλους (cyclic volumes and festal cycles). Those who wrote under Arcadius, and also their successors, supposed that, as this great cycle came round, the new moons and Paschal terms always recurred in cycle and restored the same weekday, being ignorant of τὴν σεληναϊκὴν προήγησιν (the lunar anticipation), which amounts to about one day in 16 nineteen-year cycles. Hence that cycle is useless. In the Latin Church some constructed such great cycles, but using different starting points: Victorius from January, Dionysius Exiguus from March, the former from the Passion of Christ, the latter from the Nativity. But the Dionysian cycle is recommended on this account: that it preserves the memory of many things, since the whole Church used it for the Paschal terms. Hence it is most useful for preserving the *epochae* of histories. The Egyptians, however, took — and still today take — the beginning of their great cycle from Thoth and the *Aera* of the Holy Martyrs; and they call that cycle the "years of grace." We read in some authors, and among them in Bede, that the author of the golden number was Eusebius of Caesarea, that is, Eusebius Pamphili — which is false. For from the time of Diocletian it was already in use among the Egyptians alone, so that the Egyptians are its undoubted authors, not the Greeks. Eusebius could perhaps have emended something in it, whence the role of emendator should be ascribed to him rather than that of author: just as the great cycle is said to be of Dionysius, of which he himself was not the author, but the reformer.

IX. *Periodus Iuliana*.] Just as, by multiplying together the two cycles of both luminaries, the great cycle of 532 years arises, so, by multiplying the *Indictio* by the great cycle — that is, 15 by 532 — there is produced the great Periodus of 7980 years. Since therefore the chronologer needs some apparatus of years, to which, as to an *epocha* and title, he may refer all intervals of time, and an indicator of years is necessary to it — such as the *Cycli* and *Indictiones*, by which years are distinguished from years — therefore a periodus that comprehends the cycles and *Indictiones* must be assumed, and besides this the use of the pure Julian year must be retained on account of the *Cyclus Solis*, which belongs properly to the Julian year. For the foundation of things and the most ancient intervals of times, both historical and mythical, cannot be perfectly registered unless we imagine for ourselves a continuous series of times, to which, as to a norm, we direct all the titles of times. For those who write that this or that thing occurred a thousand or two thousand years before Christ do indeed bring forward something, but they do not see that they are using aids which cannot prove the matter, because they do not apply a character to the deed, and without a character they cannot confirm it — such characters being the cycles, *Indictiones*, and others of the kind. For just as the chronologer and mathematician, κατὰ πρόληψιν (by anticipation), refer all arguments of antiquity to the Julian year, at a time when no Julian year existed, so he ought to employ that year with its cause, that is, with the cycles and *Indictiones*; and as he imagines the foundation itself to have existed before innumerable ages, so what he builds upon it — the cycles and *Indictiones* — must also be imagined to have existed together with it. Since therefore this periodus rests on the Julian year as its foundation, it ought to be called Iuliana, and to be deduced from those Kalends of January from which the *Indictio Romana* and both cycles must be begun — although, properly, the golden number is better established from March, on account of the *epactae*, which take their beginning from that month, not from January. So that the cycles and *Indictiones* may recur in cycle, it cannot be done otherwise than by multiplying the great Dionysian cycle of 532 years by the *Indictio*, that is, by 15. And that they may be brought into use, the first nativity of Christ, according to Dionysius, is to be set on the 25th of December of that year, which corresponds to the year 4713 of this periodus, in which the *Indictio Romana* was III, the golden number was I, the *Cyclus Solis* was IX. For we have preferred the *Indictio Romana* to the Caesarean, because it begins on the Kalends of January, whereas the Caesarean was already running as the fourth from the 24th of September of the same year 4713. Most useful and most elegant is this periodus, which contains not only both cycles and the *Indictiones*, but also the Sabbatical year and the Chaldean *Dodecaeteris*. Its convenience is so great that, for preserving intervals of time by memory and καὶ ἀπὸ χειρὸς (by hand), nothing more expedient can be devised. For if four or five more notable intervals — such as the Exodus, the Olympiads, the year of the Lord's Passion — are held in memory, the rest can be tested against it as against the Lydian touchstone, with the examination of the *Indictiones*, of both cycles, and of the other characters applied, if any doubt arises. Finally, we, who devised it, cannot sufficiently praise its utilities, its excellence, its convenience, to which whatever we have brought forth from darkness of this doctrine,
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Latim

180 CANONVM ISAGOGICORVM
mus cycli, secundus, &c. Quare vero Indictio ἐπινέμησις quoque a Graecis Scriptoribus dicatur, pete caussas ex libris de Emend. Temp. ubi plura de Indictione.

VIII. Cyclus magnus paschalis.] XIX in XXVIII ducta efficiunt DXXXII: qui est cyclus magnus, quo & numerus aureus, & Bisextum in eandem diem, & neomeniae in eandem feriam recurrunt, ut veteres putarunt. Aegyptii Christiani auctores sunt huius magnae periodi, in quibus doctissimi Monachi Anianus, & Panodorus libros de hac scripserunt, quos ἀνακυκλωτικοὺς τόμους καὶ ἑορταστικοὺς κύκλους vocarunt. Ij, qui scribebant sub Arcadio, item posteriores, putarunt eo magno cyclo vertente semper noviluna, & terminos Paschales in orbem recurrere, & eandem feriam restituere, quum τὴν σεληναϊκὴν προήγησιν ignorarent, quae fere fit unius diei in XVI cyclis decemnovennalibus. Ideo inutilis est ille cyclus. In Ecclesia Latina quidam eiusmodi magnos cyclos construxerunt, diversis tamen principiis usi, Victorius a Ianuario, Dionysius Exiguus a Martio, & rursus ille a passione Christi, iste a natali. Sed cyclus Dionysianus eo nomine commendatur, quod memoriam multarum rerum custodit, propterea quod eo Ecclesia omnis in Paschalibus Terminis usa est. Idcirco utilissimus est ad epochas historiarum conservandas. Aegyptii autem sui magni cycli initium capiebant, capiuntque hodie a Thoth & Aera Sanctorum Martyrum: eumque cyclum vocant annos gratiae. Legimus apud quosdam, & in illis Bedam, numeri aurei auctorem fuisse Eusebium Caesariensem, hoc est Eusebium Pamphili. quod falsum. Nam a temporibus Diocletiani iam in usu erat apud Aegyptios solos, ut Aegyptii eius indubitati auctores sint, non Graeci. Potuit fortasse Eusebius in eo aliquid emendare, unde emendatori potius, quam auctori asseratur: quemadmodum cyclus magnus Dionysii dicitur, cuius ipse non auctor, sed reformator fuit.

IX. Periodus Iuliana.] Quemadmodum ex duobus cyclis utriusque sideris in se ductis magnus cyclus nascitur annorum 532, ita ex Indictione in magnum cyclum ducta, hoc est XV in DXXXII, producitur magna Periodus annorum 7980. Quia igitur Chronologus opus habet apparatu aliquo annorum, ad quem, tanquam ad epocham & titulum, omnia temporum intervalla referre possit, & illi necessaria est annorum nota; ut sunt Cycli, & Indictiones, quibus anni ab annis distinguantur, idcirco periodus, quae cyclos & Indictiones complectitur, illis assumenda erit, & praeterea anni meri Iuliani usus retinendus propter cyclum Solis, qui anni Iuliani proprius est. Conditus enim rerum, & alia temporum intervalla vetustissima tam historica, quam mythica perfecte notari non possunt, nisi nobis continuam seriem temporum fingamus, ad quam, tanquam ad normam, omnes temporum titulos dirigamus. Qui enim scribunt hanc, aut illam rem mille, aut duobus millibus annorum ante Christum contigisse, aliquid adferunt quidem: sed non vident se illis subsidiis uti, quae probare non possunt, quia characterem non adhibent gesto, quod sine charactere firmare non possunt, cuiusmodi sunt cycli, Indictiones, & alia id genus. Quemadmodum enim Chronologus & Mathematicus κατὰ πρόληψιν omnia argumenta antiquitatis ad annum Iulianum refert, quo tempore nullus erat annus Iulianus: ita & illum annum cum caussa sua, hoc est cum cyclis & Indictionibus, usurpare debet: & ut fundamentum ipsum fingit ante innumera saecula fuisse, ita & quae illi superstruit, cyclos & Indictiones, una cum illo fuisse fingendum illi est. Quia igitur haec periodus anno Iuliano, tanquam fundamento, innititur, Iuliana vocari debet, & ab illis Kalendis Ianuarii deduci, a quibus Indictio Romana, & uterque cyclus ordienda sunt: quanquam proprie numerus aureus a Martio melius instituitur propter epactas, quae ab illo mense, non a Ianuario, initium capiunt. Vt igitur cycli & Indictiones in orbem recurrant, non aliter fieri potest, quam ducto cyclo magno Dionysiano annorum 532 in Indictionem, hoc est in XV. Vt autem in usum deducantur, primus natalis Christi secundum Dionysium statuendus est in XXV illius Decembris, qui congruit anno 4713 huius periodi, quo indictio Romana erat III, numerus aureus primus, cyclus Solis IX. Indictionem enim Romanam Caesareae praetulimus, quod incipiat a Kalendis Ianuarii, quum tamen Caesarea iam quarta curreret a XXIIII Septembris eiusdem anni 4713. Vtilissima est & elegantissima haec periodus, quae non solum utrunque cyclum, & Indictiones, sed & annum Sabbaticum, & Dodecaeterida Chaldaicam continet. Cuius tanta commoditas est, ut ad temporum intervalla memoriter, καὶ ἀπὸ χειρὸς conservanda, nihil expeditius excogitari possit. Si enim quatuor, aut quinque intervalla nobiliora, ut Exodus, Olympiades, annus passionis Dominicae memoriter teneantur, reliqua ad illam, tanquam ad lapidem Lydium, exigi possunt, adhibito examine Indictionum, utriusque cycli, & aliorum characterum, si aliquod dubium intervenerit. Denique nos, qui eam excogitavimus, utilitates eius, praestantiam, commoditatem satis laudare non possumus, cui quicquid huius doctrinae e tenebris eruimus,
omne

Definicoes nesta pagina

Cyclus magnus paschalisGrande ciclo pascal de 532 anos, obtido pela multiplicação do ciclo lunar de 19 anos pelo ciclo solar de 28 anos, no qual — segundo os antigos — o número áureo, o bissexto e as *neomeniae* recorreriam no mesmo dia e na mesma feria.
Periodus IulianaPeríodo de 7980 anos, obtido pela multiplicação do grande ciclo dionisiano de 532 anos pela *Indictio* de 15 anos. Apoia-se no ano juliano como fundamento e começa nas Kalendas de Janeiro. O nascimento de Cristo segundo Dionísio cai em 25 de dezembro do ano 4713 desta periodus, com *Indictio Romana* III, número áureo I e *Cyclus Solis* IX.
Anni gratiaeNome dado pelos egípcios cristãos ao seu grande ciclo, contado a partir de Thoth e da *Aera* dos Santos Mártires (era de Diocleciano).

Referencias cruzadas

Externa: De Emendatione Temporum (sobre a Indictio) - "pete caussas ex libris de Emend. Temp. ubi plura de Indictione"
Externa: Beda (De temporum ratione) - "Legimus apud quosdam, & in illis Bedam, numeri aurei auctorem fuisse Eusebium Caesariensem"

Eventos astronomicos detectados

other: Antecipação lunar (προήγησις σεληναϊκή): atraso da lua real em relação ao ciclo metônico, de aproximadamente um dia a cada 16 ciclos de 19 anos (~304 anos). data: non datado; observação estrutural fonte: Scaliger (crítica aos seguidores tardios do ciclo de 532)
other: Natividade de Cristo segundo Dionísio Exíguo, fixada em 25 de dezembro do ano juliano correspondente ao ano 4713 da Periodus Iuliana, com Indictio Romana III, número áureo I, Cyclus Solis IX. data: anno 4713 Periodi Iulianae, indictio III, numerus aureus I, cyclus Solis IX fonte: Dionysius Exiguus
Flags de incerteza (pontos para revisao humana)
Notas do tradutor: Página doutrinária central: capítulos VIII (Cyclus magnus paschalis de 532 anos) e IX (Periodus Iuliana de 7980 anos). Aqui Scaliger expõe a justificação metodológica da sua invenção máxima — o Período Juliano —, articulando-a explicitamente como construção hipotética ('fingendum illi est') necessária ao cronólogo, análoga ao ano juliano proléptico do astrônomo (κατὰ πρόληψιν). A frase 'nos, qui eam excogitavimus' é a reivindicação canônica de paternidade do Período Juliano. A identificação do ano 1 a.C./1 d.C. com 4713 da Periodus Iuliana é a chave de conversão padrão. Scaliger nega a Eusébio (contra Beda) a autoria do número áureo, atribuindo-o aos egípcios desde Diocleciano. Distingue claramente Vitório de Aquitânia (a Ianuario, da Paixão) de Dionísio Exíguo (a Martio, da Natividade) — note que Scaliger inverte a expectativa moderna ao colocar Dionísio começando em março, refletindo o uso medieval do ano da Encarnação. A menção ao 'annus Sabbaticus' e à 'Dodecaeteris Chaldaica' como contidos na Periodus é importante para a sua tese de universalidade calendárica.

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