Isagogicorum chronologiae canonum · Joseph Scaliger (1606)
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Portugues

PROLEGOMENA.
[a Lua] completa: a Lua completa sua revolução no espaço de um mês. Mas que ela 'preencha o orbe' (*orbem implet*) não se encontra em nenhum autor idôneo, quando tratam do circuito dos astros errantes. Os vazios se enchem (*implentur*), as coisas imperfeitas se completam (*complentur*). Por isso o profeta foi muito enganado pelo seu próprio latim. Isto pode ser confirmado especialmente por aquele verso ovidiano do livro II dos *Fastos*:
*Luna nouum decies implerat cornibus orbem* (A Lua tinha enchido dez vezes o novo orbe com seus cornos).
Quem aqui interpretar 'preencher o orbe' como 'percorrer o circuito' será verdadeiro profeta. Pois como alguém poderia dizer que a Lua percorre o Zodíaco com seus cornos, a não ser que queira despertar o riso do leitor? Em Ovídio, portanto, diz-se que a Lua 'preenche o orbe com seus cornos' quando, *ex tēs mēnoeidoûs*, ela se torna *panselēnos* (de crescente, lua cheia). Pois 'cornos' diz-se simplesmente da Lua côncava, e 'orbe preenchido' da Lua cheia. Ovídio fala do mesmo modo que Cúrcio. E descrevendo a mesma fábula no livro II das *Metamorfoses*, pôs 'orbe' por 'circuito':
*Orbe resurgebant lunaria cornua nono* (No nono orbe os cornos lunares ressurgiam).
Do mesmo modo Gélio, quando diz que a Lua percorre seu orbe em vinte e sete dias, jamais teria dito 'preencha seu orbe'. Ora, se em Cúrcio o 'orbe' é o Zodíaco, *ē perípatos selēnēs* (ou o caminho da Lua), como o profético acume sustenta, então em XV dias — pelos quais os Indianos descrevem seus meses, e não em XXX — a Lua teria percorrido todo o Zodíaco. O que é absurdo até de cogitar! Diz ainda que alguns povos começam os meses pelo *plenilunium*, como os lacedemônios, que definiam pelo *plenilunium* o tempo de empreender suas atividades. E os indianos ainda hoje começam seus meses pelo *plenilunium*, como consta não só das Cartas dos Jesuítas, mas também da Carta do Patriarca Inácio. Mas será melhor conter a náusea e o estômago, e advertir de passagem que Q. Cúrcio erra ao tomar a Lua corniculada — que em grego é *mēnoeidḗs* — pela *dichotomos* (meia-lua), 'quando começa a curvar-se em cornos', *hótan mēnoeidḕs génētai*. Ora, acontece que a Lua é *mēnoeidḗs* duas vezes em uma única sizígia: no terceiro dia após a conjunção e no terceiro antes da conjunção; de modo que entre uma e outra fase *mēnoeidḗs* mediam no mínimo XXV dias, não XV, como ele quer. Ademais, da corniculada antes da conjunção à corniculada depois da conjunção, interpõem-se apenas IIII ou V dias. O autor grego, donde Cúrcio o copiou, parece ter concebido esta sentença mais ou menos assim: *psēphízousi tous heautôn mēnas anà pentekaídeka hēmerôn, logizómenoi ouk apò tês panselēnou, all' apò tês dichotómou*: Computam seus meses por quinze dias, contando-os não a partir do orbe pleno, mas do dimidiado. Pois *apò tês dichotómou epì tēn dichótomon* (de meia-lua a meia-lua) interpõem-se quinze dias, e este é o pensamento do autor grego. Manifesto, pois, é o erro de Cúrcio quando toma 'corniculada' por 'dimidiada', *mēnoeidê antì tês dichotómou*. Mas se os meses dos Indianos são perpetuamente de quinze dias, como ele quer, como podem sempre começar *apò tês dichotómou*? Pois de meia-lua a meia-lua nem sempre são XV dias, mas alternadamente XV e XIII: de modo que, se aqueles meses se contam sempre em quinze dias, a *neomenia* do ano seguinte começaria depois do sexto dia da Lua. Portanto, como pelo curso da Lua se poderiam marcar os tempos, como pretende Cúrcio, não vejo, onde os meses são semelhantes aos 'proféticos' de que falamos acima, os quais, sendo iguais entre si, não acompanham sempre o movimento médio da Lua. Este passo escapou ao acume profético de Cúrcio, que pela sua ignorância da língua latina tenta provar a nossa. Por que perseguirei sua emulação, *kakoḗthes*, a tinta da lula? Pois nada, daquilo que nós, pela graça de Deus ótimo máximo, felizmente investigamos e tiramos das trevas do silêncio à luz, conduzindo-o dos santuários da antiguidade à boca dos homens, deixou ele intacto sem imprimir-lhe vestígios de *kakoētheía* (malevolência). O que aprova naquilo que é nosso, faz seu; o autor, dissimula-o. Discorre confiantemente sobre a *Octaeteris* de Hárpalo, a partir de Festo Avieno, e sobre a *Enneadecaeteris* de Méton, como se ele fosse o primeiro a observar isto: ele que conhecia Festo Avieno tanto quanto a Beleso, o caldeu. E todavia tanto está longe de alguém antes de nós ter farejado isto, que mesmo agora estas coisas não são exploradas nem pelos doutíssimos, em parte porque negligenciam ler nossas obras, em parte porque não dão tanto valor a saber tais coisas. Onde quer que tenha avistado em nossos escritos uma área limpa, ele a escolhe, à maneira dos cães, para ali fazer suas imundícies. Late que tudo nós inventamos, que são fantasias. É próprio dele falar daquelas coisas que ou primeiro publicamos, ou só nós ilustramos. Não convencido sobre o ano popular dos gregos — cuja investigação ouso dizer sem nenhuma arrogância ser de tal valia que só ela poderia recomendar toda a nossa obra — chama-as fábulas. Sobre o *annus* Lunar dos Indianos, fábulas; aliás, quanto mais excelente é essa observação, e além de sua expectativa, tanto mais ridícula lhe pareceu. Os meses do *annus* Pérsico, que primeiros publicamos a partir dos escritos dos árabes, quando antes eram lidos deformados de modo ridículo, prefere ele apresentá-los a partir dos escritos rançosos de um homem agreste e sumamente invejoso, para não parecer dever-nos algo. Sobre o *annus* Hagareno (muçulmano) não pode julgar melhor do que Beleso, o caldeu. Em toda parte declara nossa fumaça — mas mordendo. Aqueles livros *De Emendatione Temporum* não o deixam dormir; por causa deles ele não pode estar tranquilo. E sane lhe é proveitoso que o sono não obscureça suas pupilas, para que de imagens oníricas dos períodos possam nascer oráculos de tríplice gênero,
Um

English

PROLEGOMENA.
[the Moon] completes: the Moon completes her revolution in a monthly span. But that she 'fills the orb' (*orbem implet*) you will nowhere find in any reliable author when they treat of the circuit of the wandering stars. Empty things are filled (*implentur*), imperfect things are completed (*complentur*). Hence the prophet was much misled by his own Latin. This can be confirmed especially by that Ovidian verse from Book II of the *Fasti*:
*Luna nouum decies implerat cornibus orbem* (The Moon had ten times filled the new orb with her horns).
Whoever interprets 'to fill the orb' here as 'to traverse the circuit' will be a true prophet. For how could anyone say that the Moon traverses the Zodiac with her horns, unless he wished to provoke the reader's laughter? In Ovid, then, the Moon is said to 'fill the orb with her horns' when, *ek tēs mēnoeidoûs*, she becomes *panselēnos* (from crescent, full moon). For 'horns' is said simply of the hollow Moon, and 'filled orb' of the full Moon. Ovid speaks in the same way as Curtius. And describing the same tale in Book II of the *Metamorphoses*, he put 'orb' for 'circuit':
*Orbe resurgebant lunaria cornua nono* (In the ninth orb the lunar horns were rising again).
Likewise Gellius, when he says that the Moon traverses her orb in twenty-seven days, would never have said 'fills her orb'. Now, if in Curtius 'orb' means the Zodiac, *ē perípatos selēnēs* (or the path of the Moon), as the prophetic acumen maintains, then in XV days — by which the Indians describe their months, and not in XXX — the Moon would have traversed the whole Zodiac. Which is absurd even to consider! He further says that some begin their months from the *plenilunium*, like the Lacedaemonians, who reckoned from the *plenilunium* the time for undertaking their affairs. And the Indians still today begin their months from the *plenilunium*, as is clear not only from the Letters of the Jesuits, but also from the Letter of Patriarch Ignatius. But it will be better to restrain my nausea and stomach, and to note in passing that Q. Curtius errs in taking the horned Moon — which in Greek is *mēnoeidḗs* — for the *dichotomos* (half-moon), 'when she begins to curve into horns', *hótan mēnoeidḕs génētai*. But it happens that the Moon is *mēnoeidḗs* twice in a single syzygy: on the third day after conjunction and on the third before conjunction; so that between one *mēnoeidḗs* and the other there are at least XXV days, not XV, as he wants. Moreover, from the horned phase before conjunction to the horned phase after conjunction, only IIII or V days intervene. The Greek author from whom Curtius copied this seems to have conceived this sentence more or less thus: *psēphízousi tous heautôn mēnas anà pentekaídeka hēmerôn, logizómenoi ouk apò tês panselēnou, all' apò tês dichotómou*: They reckon their months by fifteen days, counting them not from the full orb, but from the halved one. For *apò tês dichotómou epì tēn dichótomon* (from half-moon to half-moon) fifteen days are interposed, which is the meaning of the Greek author. Therefore Curtius's error is manifest when he takes 'horned' for 'halved', *mēnoeidê antì tês dichotómou*. But if the Indians' months are perpetually of fifteen days, as he wants, how can they always begin *apò tês dichotómou*? For from halved to halved Moon there are not always XV days, but alternately XV and XIII: so that, if those months were always counted as fifteen days, the *neomenia* of the following year would begin after the sixth day of the Moon. Therefore how times could be marked by the course of the Moon, as Curtius wishes, I do not see, where the months are like the 'prophetic' ones we spoke of above, which, being equal among themselves, do not always follow the mean motion of the Moon. This passage escaped Curtius's prophetic acumen, who from his ignorance of his Latin tongue tries to demonstrate ours. Why should I pursue his emulation, *kakoḗthes*, the squid's ink? For nothing of what we, by the grace of God most high, have happily investigated and brought from the shadows of silence into light, drawing it out from the sanctuaries of antiquity into men's mouths, has he left untouched without imprinting upon it the marks of *kakoētheía* (malevolence). What he approves in our work, he claims as his own; the author, he conceals. He discourses confidently on Harpalus's *Octaeteris*, drawn from Festus Avienus, and on Meton's *Enneadecaeteris*, as though he were the first to notice these things — he who knew Festus Avienus no better than Belesys the Chaldean. And yet so far is it from any predecessor having scented these things, that even now they are not explored even by the most learned, partly because they neglect to read our works, partly because they do not value such knowledge highly. Wherever he has spotted a clean spot in our writings, he chooses it, dog-fashion, as the place to drop his filth. He barks that we have invented everything, that all is fiction. It is his way to talk about those things which we either first brought forth, or alone elucidated. Unconvinced about the popular year of the Greeks — whose investigation I dare to say without any arrogance is of such worth that it alone could recommend our whole work — he calls these matters fables. About the Lunar *annus* of the Indians: fables. Indeed, the more excellent that observation is, and beyond his expectation, the more laughable it seems to him. The months of the Persian *annus*, which we first published from the writings of the Arabs, since they had previously been read in a ridiculously deformed state, he prefers to set forth from the rancid writings of a rustic and most envious fellow, lest he should seem to owe us anything. About the Hagarene (Muslim) *annus* he can judge no better than Belesys the Chaldean. Everywhere he acknowledges our smoke — but biting. Those books *De Emendatione Temporum* do not let him sleep; on their account he cannot be at peace. And it is indeed useful for him that sleep should not darken his pupils, so that from dream-images of the cycles oracles of three kinds may be born,
One

Latim

PROLEGOMENA.
conficit: lustrationem menstruo spatio luna complet. At orbem implet nusquam apud idoneum auctorem reperias; ubi de circuitu errantium agunt. Implentur vacua, complentur imperfecta. Itaque prophetam multum fefellit Latinitas sua. quod quidem magis illo Ouidiano constare potest ex II Fastorum:
Luna nouum decies implerat cornibus orbem.
Qui implere orbem hic peragere circuitum interpretabitur, verus propheta erit. Quomodo enim Lunam cornibus Zodiacum peragrare quis dixerit, nisi risum a Lectore captare velit? In Ouidio igitur implere orbem cornibus Luna dicitur, quum ἐκ τῆς μηνοειδοῦς πανσέληνος fit. Cornua enim simpliciter Lunae dicuntur de Luna caua, impletus orbis de plena. Eodem modo Ouidius loquitur, quo & Curtius. At eandem fabulam describens II. Metamorphoseon orbem pro circuitu posuit.
Orbe resurgebant lunaria cornua nono.
Item Gellius, quod Luna orbem suum lustret septem & viginti diebus. nunquam dixisset, orbem suum impleat. Quod si apud Curtium orbis est Zodiacus, ἢ περίπατος σελήνης, ut propheticum acumen sciscit, ergo in XV diebus, quibus menses suos describunt Indi, non in XXX, Luna totum Zodiacum peragrauerit. quod vel cogitare quam ineptum? Quosdam vero a plenilunio menses ordiri dicit, ut Lacedaemonios, qui a plenilunio tempus rerum gerendarum definiebant. Quin & Indi a plenilunio menses suos ordiuntur hodie, ut non solum ex Iesuitarum Epistolis constat, sed & ex Epistola Ignatij Patriarchae. Sed nauseam & stomachum melius erit continere, atque illud obiter monere, Q. Curtium errare, qui corniculatam Lunam, quae Graece est μηνοειδής, ἀντὶ τῆς διχοτόμου accipiat. quum se curuare capit in cornua. ὅταν μηνοειδὴς γένηται. Atqui Lunam μηνοειδῆ esse bis in una syzygia contingit, tertio die a iugo, & tertio ante iugum: ut inter utranque μηνοειδῆ intersint minimum dies XXV, non XV, ut ipse vult. Praeterea a corniculata ante iugum, ad corniculatam post iugum, interiecti sunt duntaxat IIII, aut V dies. Auctor Graecus, unde ea Curtius exscripsit, sententiam hanc plus minus ita concepisse videtur. ψηφίζουσι τοὺς ἑαυτῶν μῆνας ἀνὰ πεντεκαίδεκα ἡμερῶν, λογιζόμενοι οὐκ ἀπὸ τῆς πανσελήνου, ἀλλ' ἀπὸ τῆς διχοτόμου: Computant menses suos quinum denum dierum, numerantes eos non utique ab orbe impleto, sed a dimidiato. Nam ἀπὸ τῆς διχοτόμου, ἐπὶ τὴν διχότομον, interpositi sunt quindecim dies, quae est mens auctoris Graeci. Itaque manifestus est Curtij error, quum corniculatam, pro dimidiata accipit, μηνοειδῆ, ἀντὶ τῆς διχοτόμου. Sed si menses Indorum perpetuo sunt quinum denum dierum, ut ipse vult, quomodo ἀπὸ τῆς διχοτόμου semper inire possunt? Nam a dimidiata, ad dimidiatam, non semper sunt XV dies, sed alternis, XV, XII I: ita ut, si semper quinos denos dies menses illi continuentur, anni sequentis neomenia post sextum diem Lunae incipiat. Itaque quomodo Lunae cursu notari potuerint tempora, ut vult Curtius, non video ubi menses sunt similes propheticis, de quibus supra locuti sumus, qui quum sint aequabiles, non semper medium motum Lunae assequuntur. Hic locus Curtij acumen propheticum fugit, quod ex suae Latini sermonis ignorantia nostram probare conatur. Quid eius aemulationem, κακοήθες, succum lolliginis persequar? Nam nihil, quod quidem a nobis Dei opt. max. gratia feliciter inuestigatum, & ex silentij tenebris in lucem erutum, ex adytis antiquitatis in hominum ora prolatum est, intactum reliquit, in quo vestigia κακοηθείας non impresserit. Quae in illis probat, ea sua facit: auctorem dissimulat. De Harpali Octaeteride, ex Festo Auieno, de Metonis enneadecaeteride confidenter disserit, tanquam primus haec animaduerterit: qui Festum Auienum non magis norat, quam Belesim Chaldaeum. quae tamen tantum abest, ut ullus ante nos odoratus sit, ut ne nunc quidem ea etiam doctissimis explorata sint, partim quod nostra legere neglexerint, partim quod haec scire tanti non faciant. Vbicunque in scriptis nostris puram aream conspexit, eam, quemadmodum canes, eligit, ut ibi faciat oletum. Omnia nos finxisse, commentos esse latrat. Illius est de ijs, quae aut primi protulimus, aut soli illustrauimus, verba facere. De anno Graecorum populari non persuasi, cuius rei inuestigationem audeo sine ulla arrogantia dicere tanti esse, ut sola haec totum opus nostrum commendare possit. De anno Indorum Lunari, fabulae. imo quo praestantior ea animaduersio est, & praeter eius expectationem, eo iocularior ei visa. Anni Persici menses, quos primi ex Arabum scriptis publicauimus, quum antea ridiculum in modum deformati legerentur, mauult ex rancidis hominis agrestis, & inuidentissimi scriptis proferre, ne quid nobis debere videatur. De anno Hagareno non melius, quam Belesi Chaldaeo, iudicare potest. Vbique fumium nostrum, sed mordentem, profitetur. Illi libri de emendatione temporum non sinunt eum somnos capere. per illos illi quieto esse non licet. Et sane prodest illi, somno non umbrari pupulas, ut ex somnorinis imaginibus periodorum oracula triplicis generis nasci possint,
Vnum

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mēnoeidḗs (μηνοειδής)Termo grego designando a Lua em fase corniculada (crescente ou minguante em forma de foice). Scaliger insiste que ocorre duas vezes por ciclo: três dias após e três dias antes da conjunção.
dichotomos (διχότομος)Termo grego designando a Lua dimidiada (em quarto, metade iluminada). Distingue-se claramente de *mēnoeidḗs* (corniculada).
panselēnos (πανσέληνος)Termo grego para Lua cheia (*plenilunium*).

Referencias cruzadas

Externa: Ovídio, Fasti II - "constare potest ex II Fastorum: Luna nouum decies implerat cornibus orbem"
Externa: Ovídio, Metamorphoses II - "eandem fabulam describens II. Metamorphoseon orbem pro circuitu posuit: Orbe resurgebant lunaria cornua nono"
Externa: Aulo Gélio, Noctes Atticae - "Item Gellius, quod Luna orbem suum lustret septem & viginti diebus"
Externa: Quinto Cúrcio Rufo, Historiae Alexandri Magni - "Q. Curtium errare, qui corniculatam Lunam... ἀντὶ τῆς διχοτόμου accipiat"
Externa: Festo Avieno (sobre Octaeteris de Hárpalo) - "De Harpali Octaeteride, ex Festo Auieno"
Externa: Méton (Enneadecaeteris) - "de Metonis enneadecaeteride confidenter disserit"
Externa: Cartas dos Jesuítas; Carta do Patriarca Inácio - "ex Iesuitarum Epistolis constat, sed & ex Epistola Ignatij Patriarchae"
Interna: De Emendatione Temporum (obra do próprio Scaliger) - "Illi libri de emendatione temporum non sinunt eum somnos capere"
Interna: supra (mesma obra, discussão anterior dos meses 'proféticos') - "menses sunt similes propheticis, de quibus supra locuti sumus"
Flags de incerteza (pontos para revisao humana)
Notas do tradutor: Esta página é puramente polêmica, não técnica: Scaliger ataca um adversário ('propheta' / 'Curtius' usado como apelido sarcástico) que confundiu a fraseologia ovidiana ('orbem implere') com 'percorrer o circuito zodiacal', e que confundiu a Lua *mēnoeidḗs* (corniculada) com a *dichotomos* (meia-lua). O argumento técnico central é correto e importante: o ciclo de fases da Lua passa pela fase corniculada DUAS vezes (3 dias após nova, 3 dias antes da próxima nova), com cerca de 25 dias entre elas; e a meia-lua para meia-lua dura alternadamente ~15 e ~13 dias (não exatamente 15), o que torna impossível um calendário de meses fixos de 15 dias começar sempre em meia-lua. A página tem fortíssima carga retórica (cães, tinta de lula/*kakoētheía*, mordeduras, sonos perdidos) e é importante prosopograficamente, embora o adversário não seja nomeado. Termos preservados: *plenilunium*, *neomenia*, *Octaeteris*, *Enneadecaeteris*, *annus* (Lunar/Pérsico/Hagareno), *De Emendatione Temporum*.

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