Isagogicorum chronologiae canonum · Joseph Scaliger (1606)
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Portugues

PROLEGÔMENOS.
Não se admire que, quando se intercalam 30 [dias], então pela mesma operação ocorra a *exairesis* (subtração) ora de dois dias ora de três do mês defectivo. E desta excelente descoberta também nós fomos a causa, ao mostrar que nos meses dos gregos ocorre *exairesis* não apenas de um dia, mas às vezes também de dois. Se tivéssemos omitido isso, estaria acabado o ano profético, e nenhum modo poderia ser encontrado para reduzi-lo à justa medida do mês lunar. Pois aqueles cujos desprezadores são os profetas, às vezes são seus próprios macacos. Mas que necessidade há, quando se intercala um mês cheio, de tirar dois ou três dias do defectivo, quando seria mais expedito deixá-lo em paz em sua sede, e intercalar outro de 27 ou 28 [dias] — se ao menos é "intercalar" estabelecer um mês de 57 ou 58 dias num *annus emboliscus*, para que a razão profética corresponda ao capítulo 4 do primeiro [livro] dos Reis: do qual os fanáticos sonham que o ano dos antigos hebreus, em estado imutável, sempre tivesse 12 meses. Assim, quando se intercala, o ano sempre será de 12 meses, dos quais um terá 57 ou 58 dias. Mas com que vigorosos argumentos refutamos esse delírio onírico, o leitor poderá observar a partir dos *Canones*. Mas isto é brincadeira e gracejo em comparação com o que se segue.
"Dizei-me agora, ó Musas que tendes as moradas olímpicas."
Maior obra, maior ordem de coisas surge para mim.
São fecundos os engenhos dos profetas, e não se detêm numa só descoberta como os engenhos estéreis. Embora a razão dos tempos pudesse contentar-se com um só período, ele mesmo, do escrínio de suas liberalidades, exibiu-nos três; os quais, embora afirme serem convenientíssimos a um e outro astro, não o demonstra, contudo — pois, sendo todos os ditos dos profetas oráculos, seria ímpio e profano negar que devam ser admitidos sem demonstração. O primeiro deles é de 144 anos, o segundo de 448, o terceiro composto de ambos, de 592 anos. Falemos primeiro do primeiro. Ele consta de 144 anos julianos, menos dois dias, que são 52594 dias, 1781 syzygias, 148 anos arábicos com cinco meses. Como, pois, a sagacidade profética sabe que esses períodos são não só lunares mas também trópicos, e em 144 anos perdem-se dois bissextos: portanto em 72 [anos] ocorre a precessão dos equinócios de um dia — não em 133 ou 134, como agradou aos Alfonsinos e a muitíssimos eminentíssimos astrólogos. E consequentemente o caráter do ano trópico será precisamente 1. 5. 40, não 1. 5. 49, 12. Novamente, em outros tantos anos os equinócios avançam um grau no Zodíaco em sentido contrário [às constelações], que é a *προήγησις τοπική* (precessão local), assim como a outra, pela qual nos dias julianos se perde um bissexto, é *χρονική* (cronológica). Não diferem, portanto, a *προήγησις χρονική* e a *τοπική*, visto que tantos bissextos quantos se perdem no ano juliano, tantos graus os equinócios avançam no Zodíaco. O que certamente ninguém antes sabia. Pois quem, com tanta acuidade de engenho, teria sequer minimamente farejado isto? Mas não a todos é dado serem profetas. Certamente, se não compreendemos isto, ao menos isto nos compreende: como nas coisas divinas que não entendemos, nós as veneramos e antes admiramos do que sobre elas *περιεργαζόμεθα* (nos ocupamos curiosamente). Não admira, pois, que nossa inépcia tenha extraído daquele divino engenho a confissão de que "as razões scaligeranas nunca lhe agradaram". Confesso eu certamente que minha culpa, e — o que é principal — a dos doutos, foi grande: que sempre pensei com eles que em 72 anos ocorria apenas a *προήγησις τοπική*, e em 132 a *προήγησις χρονική* — esta no Zodíaco, aquela nos dias julianos. Veja-se quanto um único homem se distingue de todos os homens, entendendo o sábio o que importa aos tolos. Mas vamos: já que estamos no próprio vestíbulo, embora profanos, vejamos contudo se podemos ser admitidos nos próprios *adyta* (santuários internos). Hiparco observou o equinócio vernal em Alexandria, cerca de 18 horas depois do meio-dia de 23 de março, na feria III seguida pela IV, 1732 anos antes da época cristã dionisiana de 1586, ano em que Tycho Brahe, o dinamarquês, observou o mesmo equinócio às 14h56 depois do meio-dia de 10 de março na Dinamarca — tempo este que, reduzido à longitude de Alexandria, corresponde à hora 16:17 a partir do mesmo meio-dia. Em 1732 anos transcorreram 14 períodos proféticos com 4 anos. E como, quantos períodos, tantos pares de bissextos se completam, segundo esta divina e *ὑπερουράνιον* (sobrecelestial) razão, 24 bissextos deveriam ser tirados do modo do ano juliano desde a observação hipárquica até a tichônica. Se, pois, do meio-dia de 23 de março forem subtraídos 24 dias, o equinócio profético encontrar-se-á em 28 de fevereiro. Por isso a Tycho Brahe — ou antes ao próprio Sol — escapou a razão, pois aquele equinócio dista do equinócio profético dez dias inteiros. Novamente, no ano 2333 antes do mesmo ano de Cristo 1587, ano primeiro de Nabonassar, o equinócio caía em 28 de março. Nesse intervalo decorreram 16 períodos proféticos com 29 anos: e portanto sobram 32 bissextos: os quais, deduzidos de 28 de março, deixam 24 de fevereiro, onde teria sido o equinócio profético no ano de Cristo 1587. Assim, no mesmo ano de Cristo o equinócio caía em 24 de fevereiro e em 5 de março. Aqui novamente ou Tycho Brahe ou o Sol errou. Pois imputar tamanha discrepância às razões proféticas é ímpio. E certamente, quanto maior for o intervalo, tanto mais os equinócios proféticos serão deslocados para trás dos dias julianos. No primeiro ano do mundo o equinócio caía em 21 de abril.
No a-

English

PROLEGOMENA.
Let no one wonder that, when 30 [days] are intercalated, by the same operation the *exairesis* (subtraction) of now two, now three days from the defective month occurs. We were the cause of this excellent discovery as well, having shown that in the Greek months *exairesis* occurs not only of one day, but sometimes also of two. Had we omitted this, the prophetic year would have been finished, nor could any method have been found to reduce it to the proper measure of the lunar month. For those whose despisers the prophets are, sometimes turn out to be their own apes. But what need is there, when a full month is intercalated, to take two or three days from a defective one, when it would be more expedient to leave that defective one safely in its own seat and to intercalate another of 27 or 28 [days] — if indeed it is "intercalating" to set up a month of 57 or 58 days in an *annus emboliscus*, so that the prophetic reckoning may correspond to chapter 4 of 1 Kings: from which the fanatics dream that the year of the ancient Hebrews, in immutable state, always had 12 months. Therefore, whenever it is intercalated, the year will always be of 12 months, of which one will be 57 or 58 days long. But with what vigorous arguments we have refuted that frenzied dream, the reader will be able to observe from the *Canones*. But this is mere play and jest compared to what follows.
"Tell me now, ye Muses who hold the Olympian dwellings."
A greater work, a greater order of things arises for me.
Fruitful are the geniuses of the prophets, nor do they linger on a single discovery as do barren wits. Although the reckoning of times could have been content with a single period, he himself, from the chest of his bounties, has displayed three to us: which, although he asserts them to be most fitting to both luminaries, he nevertheless does not demonstrate; yet because all the sayings of the prophets are oracles, it would be impious and profane to deny that they must be accepted without demonstration. The first of them is of 144 years, the second of 448, the third composed of both, of 592 years. Let us speak first of the first. It consists of 144 Julian years, less two days, which are 52594 days, 1781 syzygies, 148 Arabic years with five months. Since therefore the prophetic skill knows these periods to be not only lunar but also tropical, and in 144 years two bissextiles are lost: hence in 72 [years] the precession of the equinoxes by one day occurs — not in 133 or 134, as it pleased the Alfonsines and very many most excellent astrologers. And consequently the character of the tropical year will be precisely 1. 5. 40, not 1. 5. 49, 12. Again, in the same number of years the equinoxes advance by one degree in the Zodiac in the contrary direction [to the signs], which is *προήγησις τοπική* (local precession), just as the other, by which one bissextile is lost in Julian days, is *χρονική* (chronological). Therefore *προήγησις χρονική* and *τοπική* do not differ, since as many bissextiles as are lost in the Julian year, so many degrees do the equinoxes advance in the Zodiac. Which surely no one knew before. For who, with such acuity of mind, would have caught even the slightest scent of this? But it is not given to all to be prophets. Certainly, if we do not grasp these things, at least these things grasp us: that in divine matters which we do not understand, we venerate them, and rather admire than *περιεργαζόμεθα* (busy ourselves curiously) about them. No wonder then, if our ignorance has elicited from that divine genius the confession that "the Scaligerian reasonings never pleased him". I myself certainly confess that mine, and — which is chief — the great fault of learned men, was that I always thought with them that in 72 years only *προήγησις τοπική* occurred, and in 132 *προήγησις χρονική* — the latter in the Zodiac, the former in Julian days. See how much one man surpasses all men, the wise one understanding what matters to fools. But come now: since we are in the very vestibule, though profane, let us nevertheless see whether we may be admitted into the inner *adyta*. Hipparchus observed the vernal equinox at Alexandria about 18 hours after noon of March 23, on feria III followed by IV, 1732 years before the Christian Dionysian epoch of 1586, in which year Tycho Brahe the Dane observed the same equinox at 14h56 after noon of March 10 in Denmark — which time, reduced to the longitude of Alexandria, corresponds to hour 16:17 from the same noon. In 1732 years there elapsed 14 prophetic periods with 4 years. Since therefore as many as the periods, so many pairs of bissextiles are completed, according to this divine and *ὑπερουράνιον* (super-celestial) reckoning, 24 bissextiles ought to be removed from the measure of the Julian year from the Hipparchian observation to the Tychonic. If therefore from noon of March 23, 24 days be subtracted, the prophetic equinox will be found on February 28. Wherefore Tycho Brahe — or rather the Sun itself — was deserted by reason, since that equinox departs from the prophetic equinox by ten whole days. Again, in the year 2333 before the same year of Christ 1587, the first year of Nabonassar, the equinox fell on March 28. In that interval there elapsed 16 prophetic periods with 29 years: and accordingly 32 bissextiles abound: which, deducted from March 28, leave February 24, where the prophetic equinox would have been in the year of Christ 1587. Therefore in the same year of Christ the equinox was on February 24 and on March 5. Here again either Tycho Brahe or the Sun erred. For to attribute so great a discrepancy to the prophetic reasonings is impious. And indeed, the greater the interval, the more the prophetic equinoxes will be shifted backward from the Julian days. In the first year of the world the equinox fell on April 21.
In the y[ear]-

Latim

PROLEGOMENA.
non miretur, quando XXX intercalantur, tunc eadem opera de claudo mense nunc bidui nunc tridui ἐξαίρεσιν fieri? Et huius quoque praeclari inuenti nos caussa fuimus, qui ostendimus in mensibus Graecorum non solum unius diei, sed etiam interdum bidui ἐξαίρεσιν fieri. Quod si praetermisissemus, actum erat de anno prophetico. neque ulla ratio iniri potuisset, ut ad iustum mensis Lunaris modum redigeretur. Nam prophetae quorum contemptores sunt, aliquando eorundem sunt simii. Sed quid opus est, quum intercalatur mensis plenus, de mutilo biduum aut triduum tollere, quum expeditius sit illum claudum securum in suis sedibus relinquere, & alium XXVII, aut XXVIII intercalare, si modo intercalare est mensem LVII, aut LVIII dierum constituere anno embolimaeo, ut prophetica ratio respondeat capiti IIII primi Regum: ex quo fanatici annum priscorum Hebraeorum somniant immutabili statu semper XII mensium fuisse. Itaque quum intercalatur, annus semper erit XII mensium, quorum unus erit LVII, aut LVIII dierum. Sed quam strenuis argumentis illud phreneticum somnium confutauerimus, ex Canonibus Lector animaduertere poterit. Haec vero ludus, iocusque sunt prae illis, quae sequentur.
ἔσπετε νῦν μοι Μοῦσαι Ὀλύμπια δώματ' ἔχουσαι.
Maius opus, maior rerum mihi nascitur ordo.
Fecundi sunt Genij prophetarum, neque in uno inuento, ut sterilia ingenia, immorantur. Quum una periodo contenta esse posset ratio temporum, ipse de scrinio largitionum suarum tres nobis exhibuit: quas quanuis utrique sideri conuenientissimas ita asserit, ut tamen non demonstret, nihilominus, quia scita omnia prophetarum sunt oracula, impium & profanum fuerit sine demonstratione eas admittendas esse negare. Prima earum est annorum 144, secunda 448, tertia ex utraque composita annorum 592. De prima igitur primo dicamus. Ea constat annis Iulianis 144, biduo minus, qui sunt dies 52594, syzygiae 1781, anni Arabici 148, cum mensibus quinque. Quia igitur has periodos non solum Lunares, sed etiam Tropicas esse sciscit prophetica solertia, & in 144 annis duo bisexta pereunt: ergo in 72 fit praecessio aequinoctiorum unius diei, non in 133, aut 134, ut Alfonsinis, atque multis praestantissimis Astrologis placuit. & consequenter character anni Tropici erit 1. 5. 40 praecise, non 1. 5. 49, 12. Rursus in totidem annis aequinoctia unum gradum promouentur in Zodiaco in antecedentia, quae est ποπική προήγησις, ut altera, qua in diebus Iulianis unum bisextum perimitur, est χρονική. Non igitur differunt προήγησις χρονική, & ποπική, siquidem quot bisexta pereunt in anno Iuliano, tot gradus aequinoctia promouentur in Zodiaco. quod profecto nemo antea sciebat. Nam quis tanto ingenij acumine, ut vel minimum haec odoratus sit? Sed non omnibus datum est esse prophetis. Certe si non haec capimus, saltem haec nos capiunt: ut in rebus diuinis, quae non intelligimus, ea ueneramur, & potius admiramur, quam in illis περιεργαζόμεθα. Non mirum igitur, si nostra imperitia à diuino illo ingenio hoc expresserit, sibi Scaligeranas rationes nunquam placuisse. Ego certe fateor, quae mea, &, quod praecipuum est, doctorum hominum, lata culpa fuit, me semper cum illis putasse in LXXII annis προήγησιν ποπικὴν tantum, in CXXXII autem προήγησιν χρονικὴν fieri, hanc in Zodiaco, alteram in diebus Iulianis. Vide, vir unus viris omnibus quid praestat, stultis intelligens quid interest. Sed age, quia in ipso vestibulo sumus, quanquam profani sumus, videamus tamen, an in ipsa adyta admitti possimus. Hipparchus obseruauit aequinoctium vernum Alexandriae, horis XVIII fere à meridie XXIII Martij, feria III sequente IIII, annis 1732 ante Christi epocham Dionysianam MDLXXXVI, quo anno Christi Tycho Brahe Danus idem aequinoctium obseruauit hor. 14. 56 à meridie X Mar. in Dania, quod tempus ad Alexandriae longitudinem relatum respondet hor. 16. 17, ab eadem meridie. In 1732 annis transierunt periodi propheticae XIIII. cum annis IIII. Quia igitur quot periodi, tot paria bisextorum excurrunt, secundum hanc diuinam & ὑπερουράνιον rationem, XXIIII bisexta tollenda fuerint de modo anni Iuliani ab obseruatione Hipparchea, ad Tychoneam. Si igitur de meridie XXIII Martij XXIIII dies deducantur, aequinoctium propheticum deprehendetur in XXVIII Februarij. Quare Tychonem Brahe, vel potius Solem ipsum, fugit ratio, quod aequinoctium illud ab aequinoctio prophetico decem diebus solidis aberret. Rursus anno 2333 ante eundem annum Christi 1587, anno primo Nabonassari, aequinoctium erat in XXVIII Martij. In eo interuallo fluxerunt periodi propheticae XVI, cum annis XXIX: & proinde bisexta XXXII abundant: quae de XXVIII Martij deducta relinquunt XXIIII Februarij, ubi fuerit aequinoctium propheticum anno Christi 1587. Itaque eodem anno Christi aequinoctium in XXIIII Februarij, & V Martij erat. Hic rursus aut Tycho Brahe, aut Sol errauit. Nam tantum discrimen in propheticas rationes conferre, impium est. Et sane quo maius erit interuallum, eo magis prophetica aequinoctia in antecedentia dierum Iulianorum submouebuntur. Anno mundi primo aequinoctium erat in XXI Aprilis.
In an-

Definicoes nesta pagina

προήγησις τοπική (praecessio topica)Precessão 'local' ou espacial: o avanço dos equinócios em um grau do Zodíaco em sentido retrógrado, em determinado intervalo de anos.
προήγησις χρονική (praecessio chronica)Precessão 'cronológica': a perda de um bissexto (um dia) na contagem dos dias julianos no mesmo intervalo em que ocorre a precessão tópica de um grau.
character anni TropiciO 'caráter' (excesso fracionário sobre 365 dias) do ano trópico, expresso por Scaliger como 1. 5. 40 (uma hora, cinco minutos, quarenta segundos sobre 365 dias) na razão profética, em oposição ao valor alfonsino 1. 5. 49, 12.

Referencias cruzadas

Externa: 1 Reges (1 Kings) caput IV - "ut prophetica ratio respondeat capiti IIII primi Regum"
Interna: Canones (parte posterior da própria obra Isagogicorum) - "ex Canonibus Lector animaduertere poterit"
Externa: Tabulae Alphonsinae - "non in 133, aut 134, ut Alfonsinis... placuit"
Externa: Hipparchus, observação do equinócio vernal em Alexandria - "Hipparchus obseruauit aequinoctium vernum Alexandriae, horis XVIII fere à meridie XXIII Martij"
Externa: Tycho Brahe, observação do equinócio de 1586 - "Tycho Brahe Danus idem aequinoctium obseruauit hor. 14. 56 à meridie X Mar. in Dania"

Eventos astronomicos detectados

equinox: Equinócio vernal observado por Hiparco em Alexandria, cerca de 18 horas após o meio-dia de 23 de março, feria III seguida pela IV. data: 1732 anos antes da época cristã dionisiana de 1586 (i.e., -146 a.C. aproximadamente) fonte: Hiparco (provavelmente via Almagesto III)
equinox: Equinócio vernal observado por Tycho Brahe na Dinamarca às 14h56 após o meio-dia de 10 de março, equivalente a 16h17 referido à longitude de Alexandria. data: Anno Christi 1586 fonte: Tycho Brahe
equinox: Equinócio vernal em 28 de março no primeiro ano de Nabonassar. data: Anno 2333 ante annum Christi 1587 (i.e., 747 a.C., ano 1 de Nabonassar) fonte: Era de Nabonassar (Ptolomeu)
equinox: Equinócio vernal no primeiro ano do mundo em 21 de abril (segundo a razão profética). data: Anno mundi primo fonte: (razão profética, sem fonte antiga; cronologia mosaica)
Flags de incerteza (pontos para revisao humana)
Notas do tradutor: Esta página dos Prolegomena é intensamente polêmica. Scaliger está atacando um cronologista anônimo ('propheta') que propunha três períodos astronômicos (144, 448, 592 anos) com um valor do ano trópico de 365d 1h 5m 40s — diferente do alfonsino (365d 5h 49m 12s) e implicando precessão de 1° em 72 anos (igual à de Ptolomeu). O alvo provável é Heinrich Bünting, Sethus Calvisius, ou outro cronologista contemporâneo; o tom de 'fanatici', 'prophetae', 'oracula' sugere alguém com pretensões proféticas/milenaristas. A demonstração final mostra que aplicar a regra do adversário aos equinócios de Hiparco e Tycho dá resultados absurdos (28 de fevereiro vs. 5 de março de 1587, com discrepância de 10 dias). As citações de Homero (Il. II.484) e Virgílio (Aen. VII.44) são usadas com ironia para introduzir um 'opus maius' que é, na verdade, opus ridículo. Note que Scaliger faz aqui uma distinção tecnicamente válida entre precessão 'tópica' (graus no Zodíaco) e 'cronológica' (dias perdidos no calendário juliano).

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